Como cuidar bem dos pneus do seu carro
Itens fundamentais em um carro, os pneus muitas vezes são relegados a segundo plano. No entanto, é preciso lembrar que um pneu mau cuidado interfere diretamente no desempenho, no conforto e até no consumo de combustível do veículo. Tão importante quanto abastecer, conferir o óleo do motor e checar o estado dos filtros é verificar a pressão dos pneus a cada 15 dias e fazer o alinhamento e o balanceamento.
''O mau uso (dos pneus) traz vários problemas ao veículo'', salienta Claude Fondeville, consultor da área de pneus. Ele ministra palestra sobre o assunto no próximo final de semana em Londrina, durante curso de direção off-road. Pneumáticos, por exemplo, que trafegam sem a pressão recomendada pelo fabricante interferem diretamente no conforto do veículo e provocam falta de estabilidade.
Já carros desalinhados afetam a dirigibilidade e provocam o aumento do consumo de combustível. Além disso, - sempre é bom lembrar - é proibido trafegar com ''pneus carecas''. As leis de trânsito coíbem a prática porque afeta diretamente a segurança dos ocupantes, uma vez que o veículo terá mais dificuldade para frear. Nessa situação, o carro ainda poderá ''aquaplanar'' (deslizar sobre a água) em caso de pistas molhadas.
Para começar, Fondeville explica que é importante manter a dimensão original do pneu no veículo. ''As dimensões devem ser mantidas porque 'casam' com o câmbio e com o diferencial'', afirma. Além disso, ele explica que alterar esse fator, tira as características técnicas do veículo, podendo aumentar ou diminuir a velocidade final e interferir diretamente na aceleração. ''Compromete a estabilidade, o conforto e provoca o aumento do consumo, ou seja, interfere em toda a dirigibilidade'', comenta.
Ele acrescenta que é importante manter a pressão recomendada pelo fabricante do veículo, uma vez que é comum motoristas se esquecerem de checar esse item, que deve ser repetido a cada 15 dias. Geralmente, ele explica, a pressão ideal para o carro está expressa no manual do veículo ou em um placa afixada na coluna da porta do motorista. A calibragem deve ser feita com os pneus frios. Isto significa que o veículo não pode ter rodado mais do que cinco quilômetros. Distância superior a essa aliada ao atrito com o asfalto aumentam a temperatura dos pneus, interferindo na pressão do ar.
Sempre que trocar os pneus é importante fazer um alinhamento. Segundo o especialista, esse procedimento deve ser repetido a cada 7 mil ou 8 mil quilômetros, uma vez que a própria utilização do veículo, o estado de conservação das vias, a existência de buracos ou pequenas batidas em meios-fio, por exemplo, desalinham o veículo.
''Um carro desregulado consome mais rapidamente os pneus'', alerta Fondeville. O balanceamento também não deve ser esquecido. Um sinal dado pelo carro da sua necessidade é quando o volante começar a tremer ao atingir 80 quilômetros por hora. ''Isso é barato e deve ser feito sempre'', diz. Outra dica é substituir as válvulas sempre que trocar os pneus. ''Esse equipamento é de borracha, que pode se deteriorar'', comenta.
O desgate de um pneu é facilmente percebido pela sua banda de rodagem, que são os desenhos feitos na borracha. Segundo ele, é possível identificar o desgaste pela sua lateral, onde há a inscrição ''TWI''. ''Quando a banda de rodagem estiver na mesma altura das letras é hora de trocar, inclusive, é lei'', salienta.
Segundo ele, não há um tempo médio de durabilidade dos pneumáticos. Esse fator vai depender do traçado da via onde o veículo trafega, do tipo de pavimento e até do modo de dirigir do motorista. Uma ''direção esportiva'' vai consumir os pneus mais rapidamente.
Recauchutados
Segundo Fondeville, pneus recauchutados ou remoldados devem ser evitados em carros de passeio. Segundo ele, a carcaça dos pneus são projetadas para oferecer um bom desempenho por até 70 mil quilômetros rodados. ''Depois disso, vira sucata. Não são projetados para uma sobrevida'', diz. Segundo ele, no processo de fabricação são utilizadas raspas de borracha que, depois, são prensadas ao casco. Apenas pneus de caminhões e ônibus podem - e devem - ser recauchutados. ''Somente os (pneus) de uso profissional aguentam uma remontagem. E isso pode ser feito de quatro a cinco vezes'', observa.





