Com Freemont, Fiat tenta emplacar sua primeira SUV
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sábado, 13 de agosto de 2011
Rafael Souza <br> Reportagem Local 
Com um estilo mais robusto, os SUVs (sigla em inglês de sport utility vehicles, ou apenas utilitários esportivos em português) costumam chamar a atenção por onde passam. É nesta imponência, que atrai cada vez mais os brasileiros, que a Fiat aposta para emplacar o seu primeiro SUV, o Freemont, lançado nesta semana no Guarujá, litoral paulista. Fabricado em Toluca, no México, é o primeiro modelo resultante da compra da Chrysler pela montadora italiana.
Lançado na Europa há três meses, por onde já faz sucesso, segundo os diretores da Fiat, o Freemont, que é baseado no Dodge Journey, possui motor DOHC 2.4/16V a gasolina, com 172 cavalos de potência a 6 mil rpm e torque (força) de 22,4 kgfm a 4.500 rpm. A transmissão é automática de quatro velocidades, com opção de trocas sequenciais.
Com forte apelo familiar, o Freemont foi projetado com duas versões de acabamento: Emotion e Precision. O primeiro, mais simples, para cinco ocupantes, chega às concessionárias pelo valor de R$ 81.900. Entre outros itens, a versão traz freios ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica da frenagem), keyless entry/go, airbags frontais, climatizador com duas zonas de temperatura, sistema Uconnect de multimídia com tela de 4,3 polegadas sensível ao toque, Bluetooth e volante de couro.
Para quem preferir um modelo com um toque a mais de luxo, pode optar pela Precision. Mas também terá que investir um pouco mais: R$ 86 mil. Além de uma fila extra para acomodar mais dois ocupantes, tem ar-condicionado digital automático com três áreas de temperatura, sidebags e windowbags, sensor crepuscular e sensor traseiro de estacionamento, assento do motorista com regulagens elétricas e retrovisores rebatíveis eletricamente. Com o lançamento da SUV, a Fiat pretende disputar o primeiro lugar nas vendas do estilo no Brasil.
Teste
A convite da fabricante, a reportagem da FOLHA esteve no Guarujá para testar o novo modelo. Num percurso de estrada de aproximadamente 40 quilômetros entre Guarujá e Bertioga, a estabilidade do Freemont chamou a atenção por tratar-se de um carro longo e pesado. O conforto é outro ganho certo para quem se interessar pelo modelo. Não há aperto nos assentos, que podem combinar mais de 32 configurações diferentes para acomodar motorista e passageiros.
Na pista, ficou constatado também que o acerto de suspensão feito pela Fiat sobre o Dodge Journey não deixou a desejar. Freemont é obediente em curvas, sem oscilações ou desequilíbrio excessivo da carroceria. O mesmo não pode se dizer das retas. Muito por conta de seu câmbio de apenas quatro marchas, o Freemont demora um pouco a embalar.
Não é precipitado dizer que o Freemont chega para bater de frente com seus principais concorrentes - entre eles o Honda CR-V (valor mínimo de R$ 85.700 para cinco ocupantes), a Chevrolet Captiva (R$ 90.299, idem) e Hyundai ix35 (R$ 85 mil, idem). O diferencial pode ser a ampla rede de revendas da Fiat no Brasil.
* O jornalista viajou ao Guarujá a convite da Fiat.


