Com cara de novo
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sábado, 18 de junho de 2011
João Fortes <BR>Reportagem Local 
Com tantas intempéries no dia a dia, manter a pintura do carro com aspecto de nova ou pelo menos em bom estado requer cuidados e atenção.
Na hora de contratar um serviço de embelezamento e remoção de riscos e manchas, por exemplo, o motoristas encontra quatro opções disponíveis no mercado: polimento, espelhamento, cristalização e vitrificação.
O polimento é a mais simples e econômica de todas. Se resume basicamente em misturar uma massa de polimento com cera e passar no carro. O serviço custa, em média, R$ 100. Dono da Ceaut, que presta serviços de funilaria e revitalização de pintura para concessionárias, Wagner Hayashi não recomenda o polimento. ''Na verdade é apenas um 'quebra-galho' e não tem muito efeito nem duração'', afirma.
Já o espelhamento consiste em um processo um pouco mais elaborado. Primeiro é aplicada ma massa de polimento, mas com o o uso de uma boina branca. Em seguida o profissional utiliza uma boina menos abrasiva, a amarela, e aplica um produto que retira qualquer marca deixada na primeira fase.
O terceiro passo consiste em passar um lustrador com uma boina de espuma e, dependendo do veículo, utilizar ainda máquina. Para finalizar é aplicada uma cera à base de silicone.
O serviço pode custar de R$ 200 a R$ 350 e tem duração de seis meses. De acordo com Hayashi, durante esse período é recomendável fazer uma manutenção, que consiste em fazer a aplicação da cera à base de silicone. O custo é na faixa de R$ 70.
Hayashi explica que os serviços de cristalização e vitrificação utilizam o mesmo processo que o espelhamento. A diferença está na fase de acabamento.
Na cristalização, ao invés de cera, se aplica uma resina na lataria. A duração passa para um ano e o preço varia entre R$ 300 e R$ 500. Já a manutenção com a resina pode ser feita a cada três meses e custa por volta de R$ 100.
No caso da vitrificação, o acabamento é feito com a utilização de duas resinas importadas. ''Elas formam uma micro-película que protege contra ações do tempo, como sol e maresia'', explica Hayashi. A duração é de até três anos e não há qualquer necessidade de manutenção. Mas o preço já passa para outro nível, entre R$ 400 a R$ 900.
Segundo Hayashi as variações de preço dependem muito da empresa que presta o serviço e principalmente do modelo do veículo. ''Se eu pego um carro importado, por exemplo, o custo para trocar ou consertar uma peça é muito mais alto e se algum dano for provocado à pintura durante o processo, é minha responsabilidade arcar com isso'', explica.
Há casos em que o motorista pode tentar fazer até uma vitrificação, mas somente a pintura vai resolver o problema. ''Por exemplo, quando o risco passa do verniz'', comenta Rogério de Mello, proprietário da Fast Car, que trabalha com funilaria e pintura.
Nessa hora também é bom ficar de olhos abertos. Não basta apenas pintar o local onde ocorreu o dano. É necessário fazer um alongamento para não dar diferença de pintura. ''Se pintar uma porta da frente, por exemplo, é preciso alongar a pintura para a porta de trás e o paralama'', explica Mello.
Outra recomendação dele é nunca aceitar o chamado retoque. ''Dá muita diferença na pintura''.


