Apresentado recentemente no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, o Mégane Grand Tour chega às concessionárias da Renault em todo o Brasil com fome de gente grande e apetite para devorar uma parcela do segmento de station wagon médias, que está em franco crescimento e tem como principais concorrentes o Toyota Fielder e o Peugeot 307 SW.
  Inicialmente o Grand Tour estará disponível na versão topo de linha, Dynamique, podendo vir equipado com os motores 1.6 16V Hi-Flex (câmbio manual de cinco marchas) ou 2.0 16V (câmbio manual de seis velocidades ou automático/seqüencial Proactive). Os preços vão de R$ 63.490 a R$ 70.490, podendo chegar a R$ 72.340 com pintura metálica e CD Changer.
  O novo veículo da Renault, que está sendo fabricado no Paraná, no Complexo Ayrton Senna, foi avaliado pela reportagem do caderndo Folha Carro & Cia em um percurso de pouco mais de 150 quilômetros em estradas de Piraquara, Quatro Barras e São José dos Pinhais, todas na Região Metropolitana de Curitiba.
  O câmbio automático mostrou excelente desempenho, com respostas rápidas e precisas, tornando muito segura a ultrapassagem. No momento do test-drive chovia muito e foi possível perceber que o carro está sempre na mão, beneficiado pelas rodas de liga leve Reinastella com aro 16 e pneus 205/55 R16, e pelo potente motor 2.0 16V, que alcança 138 cv a 5.750 rpm. Na versão 1.6, que desenvolve 110 cv (com gasolina) e 115 cv (álcool), também houve desempenho satisfatório.
  Uma importante característica do motor 2.0, que tem comando de válvulas variável, é a presença de 90% do torque máximo - 19,2 kgfm a 3.750 rpm - já à 2.000 rpm. Isso significa muita força em qualquer regime de rotações do motor, o que torna a dirigibilidade do Grand Tour extremamente agradável e segura, seja nas acelerações, nas retomadas de velocidade ou nas ultrapassagens.

Desempenho e conforto
  Grande parte desse bom comportamento é proveniente do câmbio de seis marchas exclusivo dessa versão. Com carcaça de alumínio, todo o conjunto é extremamente leve - pesa 48 kg. As cinco primeiras marchas foram concebidas para proporcionar desempenho sem descuidar da economia. A sexta, funciona como uma sobremarcha: mantém o motor em baixas rotações e colabora para maior economia nas estradas e a redução dos níveis de ruídos internos do veículo.
  Outro diferencial de conforto, principalmente para quem está dirigindo, é o regulador e limitador de velocidade. Com manuseio muito fácil graças aos botões localizados no volante, a tecnologia permite que o motorista escolha a velocidade, evitando os indesejáveis ‘‘pardais’’ e as multas resultantes ao correr além do limite estipulado. A frenagem também é um ponto de destaque no comportamento do carro: a 100 km/h, o Grand Tour precisa percorrer somente 38 metros para se imobilizar.
  O Grand Tour pode transportar entre 520 litros (até a altura da tampa do porta-malas) e 1.600 litros (com o banco traseiro rebatido). Para facilitar o transporte de volumes com formatos pouco usuais, o encosto do banco traseiro também pode ser rebatido nos formatos 1/3 ou 2/3.
  Outros equipamentos da versão Dynamique são: airbag duplo auto adaptativo, ABS com EBV, friso lateral e faixa de proteção no pára-choque na cor cinza, apoios de cabeça dianteiros com sistema progressivo antiimpacto, banco do motorista regulável em altura, alarme periférico, faróis de neblina, maçaneta interna cromada, spots de leitura para condutor e passageiro, porta-objetos central, apoios de braços, volante e manopla em couro, rádio CD com controle satélite, CD Changer para seis discos (opcional) e barra de teto longitudinal.

Inspirado no sedã
  Produzido com as mesmas características e tecnologia do Renault Mégane, o Grand Tour tem a frente idêntica à do modelo sedã. A grande área envidraçada possibilita um alto nível de luminosidade interna, além de estar em harmonia com o desenho do veículo, já que os vidros laterais parecem afilar-se da dianteira para a traseira.
  Já na grande traseira, o destaque fica para as linhas limpas, fluidas e extremamente bem concebidas. As lanternas, com desenho moderno, percorrem toda a altura da lateral do veículo, prolongando-se quase até o teto. Além disso, esse conjunto harmoniza-se com o vidro traseiro, graças ao seu desenho, que mistura linhas retas com detalhes curvos, como a parte translúcida em que acomoda as luzes de direção e a de marcha à ré.
  Essas características de desenho externo, fazem do Grand Tour um modelo destinado ao uso familiar, porém com contornos modernos e ousados que exprimem robustez e esportividade, qualidades bastante valorizadas pelos clientes desse importante segmento. E que estão atraindo cada vez mais quem antes só tinha olhos para os sedãs.
  O Grand Tour tem aproximadamente 80% das suas peças em comum com o modelo sedã. Há pequenas diferenças de carroceria, como na parte superior das portas do Grand Tour, por exemplo, que possui uma moldura diferenciada para poder se acomodar à nova conformação do teto. Além disso, outros componentes como tampa do porta-malas, lanternas traseiras, chapas laterais da carroceria e outros pequenos itens, também são diferentes em relação ao sedã.


Alta tecnologia dispensa chaves
  O Grand Tour é também o segundo automóvel produzido no Brasil - o primeiro foi o Mégane Sedan - a contar com o exclusivo sistema de ignição ativado por meio de um cartão eletrônico, dispensando a chave de contato. Com dimensões semelhantes às de um cartão de crédito, o dispositivo não faz volume no bolso e é de fácil manuseio. Dotado de sistema de código evolutivo com um bilhão de combinações, ele reduz rigorosamente o risco de roubos e fraudes - o que pode se traduzir em economia nos valores do seguro do carro.
  Inserido em um compartimento no painel, o cartão ativa todos os circuitos eletrônicos do veículo. O acionamento do motor é feito por intermédio de um botão ‘‘start/stop’’, também localizado no painel. Pressionado uma vez ele aciona o motor, pressionado novamente o dispositivo desliga o carro. O cartão eletrônico também é responsável pela comodidade do comando à distância do travamento de portas e porta-malas.
  Outro item relativamente desconhecido do público brasileiro é o sistema de arquitetura multiplexada do Renault Mégane Grand Tour. Esta tecnologia envolve um sistema que gerencia sete módulos e tem capacidade para processar 240 dados disponíveis ao mesmo tempo, desde o controle dos freios ABS, ao volante de direção com assistência elétrica e o acionamento dos vidros.
  O diagnóstico de eventuais problemas durante a vida útil do veículo também pode ser feito de forma muito mais simples e rápida. Todo o histórico do modelo pode ser acessado instantaneamente por meio de equipamentos de diagnóstico existentes nas concessionárias Renault.
  Para que se tenha uma idéia da funcionalidade do sistema multiplexado, em função da velocidade do veículo ele comanda infinitamente a variação da consistência de esterçamento da direção, que tem assistência elétrica. Quanto maior a velocidade mais ‘‘pesado’’ fica o volante; e quanto mais devagar, mais ‘‘leve’’. Ou seja, a direção ajusta sua resistência de acordo com a velocidade desenvolvida.

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