Com a cara do dono
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domingo, 20 de novembro de 2011
João Fortes <br> Reportagem Local 
Para muitos, comprar um carro novo não significa apenas gastar com o veículo em si, mas também investir em uma série de acessórios e já sair da concessionária com um modelo todo personalizado.
Para este público não faltam opções de equipamentos, seja para a parte externa ou interna. Tudo para deixar o carro com uma cara diferente e que combine mais com o dono.
Este foi um dos motivos que levou o representante comercial Maurício Silva a equipar seu Megane Grand Tour, comprado há dois meses. O carro, que custa em média R$ 50 mil, recebeu a instalação de spoilers laterais, dianteiros e traseiros, aerofólio, rodas de liga leve de 17 polegadas e a pintura vermelha dos braços de freio. Já na parte interna foi adicionado revestimento de couro nos assentos.
Silva calcula que o investimento extra no carro soma aproximadamente R$ 7 mil. Ele explica que segurança e maior estabilidade na estrada pesaram na escolha dos equipamentos, mas que a aparência também foi fundamental. É um carro que oferece uma boa segurança para viajar e espaço bom para mim que carrego bastante mostruário. Mas também é um carro com uma cara de senhor e só poderia ficar mais jovial com esses acessórios. Ficou um carro com a cara do Maurício, um cara jovem e extrovertido, avalia.
A exemplo de Silva, muitos outros motoristas procuram por acessórios que agregam valor ao design do carro, de acordo com Gerson da Silva, consultor de acessórios da Fórmula Renault. Eu tenho vendido de 5 a 6 jogos de rodas por mês, por exemplo, algo que há anos atrás não era muito comum. Temos muita procura também pelos kits, como o esportivo ou de aventura. Às vezes o carro tem um pacote inferior, mas o cliente se encanta com os itens e decide adicioná-los. Em média, chegam a gastar até 10% do valor do carro somente em acessórios, afirma o vendedor.
Seguindo esta tendência, as montadoras já lançam alguns modelos com a sugestão de que os acessórios não podem faltar. Na Renault, é o caso do Duster. É o que tem a maior gama de acessórios da Renault. Ele traz itens agressivos, mas bem coerentes, como alargadores de paralamas, estribos e proteção frontal, diz Gerson da Silva.
Se os compradores de carros de valor médio estão dispostos a gastar com tais incrementos, quem leva modelos mais caros acaba escolhendo alguns intens para tornar ainda mais atrativo o que já é de alto padrão. Para incrementar um Camaro, por exemplo, que custa no mínimo R$ 185 mil, a Chevrolet oferece as faixas adesivas, que saem por cerca de R$ 2 mil.
No Camaro é o acessório mais vendido. É um adesivo importado, mais grosso que o normal, afirma José Volpini, gerente do departamento de peças e acessórios da Chevrolet Metronorte. Ele cita outro acessório que também pode ser colocado no modelo, uma moldura estilizada para a tampa de combustível, que custa em torno de R$ 500.
Já quem leva para a casa um Volkswagen Tiguan pode optar por acessórios que, para muitos, podem parecer caros, mas talvez não para quem desembolsa a partir de R$ 110 mil no veículo. Recentemente um cliente comprou um Tiguan e mandou instalar as maçanetas cromadas que custam R$ 900. Tem também o adesivo cromado para a tampa do porta-malas, que custa R$ 300, afirma Claiton Martins, vendedor de acessórios da Norpave Volkswagen.


