A Urbs e o BPTran (Batalhão de Trânsito) são os órgãos responsáveis para coibir o transporte escolar clandestino. Mas a tarefa não é muito fácil. Os piratas costumam ser amigos e quando algum deles percebe que há fiscalização, logo passa a informação para os outros.
Outro problema, segundo a Urbs, é que a cidade é muito grande. ''Fazemos fiscalização diariamente em uma escola. Só que tem muita escola, então não é tão simples assim'', diz Pereira Filho, gerente de Serviço de Táxi e Transporte Comercial da Urbs.
Nas fiscalizações não são apenas os piratas que podem se incomodar (eles terão o veículo retido e precisarão pagar a multa). Quem tiver o selo em dia, mas apresentar algum problema no carro, como excesso de lotação ou uma luz queimada, poderá ser notificado seguindo as normas do CTB (Código de Trânsito Brasileiro).
A Urbs informou que no primeiro semestre desse ano foram feitas 126 operações e abordados 812 veículos em Curitiba. Destes, 26 ficaram retidos, 230 foram notificados pela lei municipal que enquadra veículos que estejam com a licença para trafegar vencida ou sem portar o documento e 92 foram notificados pelo CTB que observa por exemplo, a questão dos itens obrigatórios. Já o BPTran aprendeu 21 veículos que estavam sem autorização para transportar crianças. (F.O.)

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