CLIO MUDA DE VISUAL
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de fevereiro de 2003
Mauricio Della Barba 
Foz do Iguaçu - Antes tarde do que nunca. O velho ditado popular se encaixa perfeitamente na visão mercadológica da francesa Renault, que apresentou esta semana a nova versão do compacto Clio. O carro produzido no Paraná, em São José dos Pinhais, passa a adotar o mesmo visual da versão comercializada na Europa -lançada por lá em junho de 2001.
A maior diferença da nova linha está na estética da parte frontal do veículo. O Clio traz faróis maiores, que avançam por sobre o capô e laterais do carro. A grade foi dividida em duas e recebeu desenho tipo ''colméia''. O novo recorte serviu para valorizar o logotipo da Renault, instalado em posição de destaque. Além disso, os pára-choques, que agora incorporam um largo friso de borracha preta, passam a ser pintados na cor do veículo em todas as versões do novo Clio.
Ainda na carroceria, o Clio traz uma inovação: os pára-lamas dianteiros são de Noryl, um material plástico flexível. Com a mão é possível ''amassar'' a peça, porém é resistente a pancadas e oferece um custo menor, em caso de troca por avaria.
Diferente da frente, a parte traseira não trouxe alterações de grande impacto visual. Apenas a versão hatch trocou de lanternas, que passam a ser de plástico liso e transparente na nova linha.
O novo Clio também readequou a potência dos motores 1.0 16V e 1.6 16V. O propulsor de 1.0 litro e 16 válvulas, que antes gerava 68 cv, passa a produzir agora 70 cv. Já o 1.6 16V foi recalibrado e subiu dos 107 cv para os 110 cv. Na prática, o ganho de potência é quase que inexpressivo. O motor 1.0 8V (de 58 cv) continua em produção, sendo oferecido apenas para a versão de entrada da linha.
O resto continua igual no novo Clio. Dentro, em vez de seguir o bom gosto da versão européia, a Renault preferiu manter o mesmo acabamento e o mesmo desenho de painel da versão anterior. ''Pesquisas indicaram que o interior era a parte de maiores elogios por parte dos compradores do Clio'', justificou Antonio Megale, diretor de Marketing da Renault. Como ''mudança'' interna, o Clio traz novos tecidos, nova manopla de câmbio e painel de dupla cor (bege e cinza).
A nomenclatura também foi reformulada na nova linha. Saem as difíceis RL, RN, RT e chegam as 'francesas' Authentique, Expression e Privilège - que pela ordem são as versões básica, intermediária e de luxo.
O novo Clio chega às revendas no próximo dia 20. A Renault também vai voltar a vender a versão do Clio com duas portas, com o novo desenho, a partir do mês de maio. O carro será oferecido em uma versão esportiva e outra bem simples, para concorrer com o Celta, Palio Fire e Gol City.
Outras boas novas da linha: os opcionais são livres (comprador pode escolher o que quer e fica livre dos pacotes fechados), as revisões passam a terem preços fixos (começam a partir dos 20 mil km), e os preços continuam iguais. O novo Clio é vendido entre R$ 17.990 e R$ 31.090 (hatch) ou R$ 21.290 a R$ 32.390 (sedan). A versão mais procurada, a hatch 1.0 16V Expression, com airbag duplo e direção hidráulica, custa R$ 24.710.
* O jornalista viajou a convite da Renault


