Clio muda completamente na Europa
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sábado, 18 de junho de 2005
Mauricio Della Barba 
O Brasil, mais uma vez, vai ficar atrasado em relação à Europa. Desta vez, quem muda por lá é o Clio, da Renault. Por aqui, tudo fica como está. Audi A3, Golf e Scénic, também são outros automóveis produzidos em solo paranaense, que já sofreram alterações de projeto no velho continente e por aqui, tendem a continuar como estão. No máximo, devem passar por uma leve reestilização.
O compacto da montadora francesa passou por uma grande mudança, que inclui além do visual moderno, mais espaço, novos instrumentos, motores e acabamento. O novo Clio estará à venda na Europa a partir de julho, com carroceria de três e cinco portas. A Renault decidiu manter, pelo menos por um ano, o modelo com carroceria antiga - igual a vendida atualmente no Brasil - à venda no mercado, em uma versão básica de entrada.
O Clio está maior e oferece tamanho bem próximo a do antigo Mégane - tem 3,98 metros de comprimento contra os 3,81 do Clio anterior e 4,12 do Mégane. É também mais largo (1,70 m contra 1,69 m do Mégane) e conta com um entre-eixos generoso de 2,57 metros (3 mm menor que um VW Golf).
Um sistema inovador está nos bancos traseiros que permitem, através de um pequeno banco, o transporte de crianças de 6 a 10 anos com segurança. O porta-malas segue o tamanho comportado, de 288 litros. A gama de motores qconta com três movidos a gasolina e três a Diesel. O mais forte movido a gasolina terá 2.0 litros e 140 cv de potência.
A nova geração do Clio traz muitos componentes comuns ao novo Nissan Micra, recém-lançado no mercado europeu. Os europeus contam com uma lista privilegiada de equipamentos de série, como controle de estabilidade, controle de tração, freios ABS e air bags.
Por dentro, o acabamento e a instrumentação é bem parecida com a nova geração do Mégane. O volante conta com ajuste de altura e profundidade, assim como o assento do motorista.


