Clio: das ruas para a pista
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de agosto de 2003
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
A primeira pergunta do piloto à repórter, faz gelar o coração: ''Você quer uma volta com ou sem emoção?''. Nem precisa de resposta, o corpo está tremendo e a primeira acelerada resume tudo: não tem como não ser emocionante. A bordo de um Clio de corrida, a sensação é bem diferente de andar em um carro normal. Ao olhar esses carros de competição tem-se a impressão de que são iguais aos que são vistos diariamente nas ruas. Porém, as semelhanças são puramente estéticas.
Logo ao entrar no carro, nota-se o espaço reduzido, o banco estreito e a sensação é de desconforto. Piloto e carona devem estar literalmente presos. E para toda essa segurança são usados cinto de cinco pontos, além dos acessórios básicos como macacão e capacete.
As primeiras voltas no banco do carona já indicam que velocidade é o segredo de tudo. É o que avisa o piloto profissional Marcelo Siqueira, que dirige o carro de número 34 na Copa Renault Clio: ''O circuito do Autódromo Internacional de Londrina é de alta velocidade'', diz. Nele os pilotos só usam a terceira, a quarta e a quinta marcha. O carro chega a atingir os 200 km/h. Vencer em Londrina, na opinião de Siqueira, não é muito fácil e a pista exige dos pilotos bastante habilidade.
Com as devidas explicações mecânicas e técnicas do piloto profissional, chega a hora de sentir na pele as emoções de pilotar um carro de competição. Para tranquilizar, Siqueira dá a dica: ''É como dirigir um carro ''normal'', garante explicando que as mãos devem estar bem firmes e seguras no volante. ''Não pode ficar mudando a mão de lugar no volante. O interessante e essencial é saber onde está o centro do carro'', reforça.
No início, as aceleradas são tímidas, mas o profissional incentiva, dando mais algumas instruções, e entre um erro e outro, a piloto novata consegue alcançar a terceira e quarta marcha. Ufa! Na reta, longe dos 200 km/h mas com a adrenalina a mil.
Carro no box, macacão retirado e a sensação única guardada na memória. Mesmo com a experiência, ficou provado que aquele lugar é mesmo de Siqueira. Para a piloto de primeira viagem que com o tempo perdeu o medo do carro, a vontade era de começar tudo de novo.


