Classudo, Aero Willys esbanja resistência
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domingo, 29 de janeiro de 2012
Vinícius Fonseca<br> Reportagem Local 
Com cor branca em um tom um pouco diferente das utilizadas atualmente, o carro antigo do comerciante Antonio Carlos Santos é capaz de chamar a atenção dos aficcionados por automóveis. Detalhes à parte, o Aero Willys 2600, ano 66, marcou uma época.
O sedã de motor seis cilindros e 110 hp, com dois carburadores, tem quatro marchas. O veículo espaçoso e com bancos estofados em um couro que mescla vermelho e marrom, comporta confortavelmente até seis pessoas. Apertando um pouquinho dá para colocar até oito, avisa Santos.
Cheio de classe e abusando do conforto, o Aero Willys conquistou muitos fãs na década de 1960. Aliás, foi toda essa pompa e luxo que levaram o comerciante a comprar o veículo há cerca de 15 anos.
Natural de Conélio Procópio (Norte Pioneiro), ele lembra que foi convidado por um amigo para ir até aquela cidade. A viagem ocorreu a bordo do Aero. Ele (o amigo) não conhecia Cornélio e precisava levar os filhos em um evento. Eu o acompanhei junto com a minha esposa. Enquanto viajávamos, tive certeza que precisava ter este carro. Quando voltamos, fiz uma proposta e comprei, recorda.
Praticamente todo original, o veículo apresenta uma maçaneta diferente das comuns atualmente. O rádio AM também é de época e o porta-malas é um de seus pontos fortes . Acho que é o maior da época, se quiser dá até para dormir ali dentro, brinca.
Ao longo de uma década e meia como proprietário do Aero Willys, Santos revela que já viveu muitas histórias e emoções com este carro. Foi, por exemplo, campeão em provas de rally urbano e gincanas entre antigomobilistas. Também foi motorista de alguns casamentos, já que costumeiramente noivas o procuram querendo se aproveitar da imponência do automóvel.
Entre todas as experiências já vividas, no entanto, a que mais orgulha o comerciante diz respeito à resistência do carro. São 136 mil quilômetros rodados e Santos garante que nunca foi necessário mexer na mecânica, exceto pela mudança no sistema de freios que atualmete é hidrovácuo. Fiz isso por mais segurança, argumenta.
Engana-se, porém, quem acha que toda a resistência do velho Aero Willys é marketing de proprietário. De acordo com o comerciante, várias peças do carro já estão compradas caso seja necessário uma substituição. Não penso em reformar, mas tenho boa parte das peças e em caso de problema sei que poderei resolver, diz.
O comerciante revela ainda um plano ambicioso: tornar a placa AER0066 uma referência ao nome e ano do veículo em placa preta. Isso parece possível, já que, além do sistema de freios, apenas os pneus e os cintos de segurança não são originais. Os pneus ainda quero trocar para que o carro fique ainda mais original; e os cintos foram colocados por exigência da lei. Quem sabe não consigo as placas pretas?, projeta.
Sobre a possibilidade de venda, o comerciante informa que tudo tem um preço, mas alerta que o possível comprador deve preparar o bolso para que a proposta seja muito boa.


