Clássico italiano brilha na coleção de casal apaixonado por raridades
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sábado, 07 de julho de 2012
Vinícius Fonseca <br>Reportagem Local 
Esportivo, compacto e em um vermelho de se fazer notar facilmente. São esses alguns dos ingredientes que tornam um automóvel da coleção do casal Alceu Soares Aguiar e Adriana Batista Sorensen uma peça apaixonante.
Raro no Brasil, o Fiat 124 Spider, ano 1969, desfila sua elegância com a dupla a bordo. ''Encontrei o carro pela internet e como nunca tinha visto, resolvi ir atrás. Em outros países pode ser que existam alguns, mas no Brasil, quem me vendeu disse que são apenas três'', afirma Aguiar.
Ele tabelião e ela universitária contam que manter um carro desses em condições de originalidade é complicado. Por isso os dois decidiram que seria importante trocar algumas peças, afinal o importante era que o Fiat pudesse ser usado normalmente. ''Nosso objetivo não é ter placa preta, mas colocar nossos carros para rodar'', ressalta Aguiar. ''Somos de Dourados (MT) e viemos até Jataizinho (Norte). São cerca de 620 quilômetros e o carro não deu problema algum'', completa Adriana.
Entre as mudanças feitas está a mecânica. O motor deixou de ser o Fiat quatro cilindros e passou a ser um Volkswagem Ap 1.8. Também a caixa de câmbio não é original e o esportivo utiliza a peça que um dia pertenceu a um Santana.
Quanto à história do automóvel produzido pela marca italiana, há de se ressaltar que o Spider é uma versão do 124 que visava dar um design mais esportivo à linha. Além do traçado, que lembra em muito alguns modelos da Ferrari e do Porsche, se destaca ainda a capota, que pode ser retirada conforme a necessidade do motorista. ''Mais a capota só é removida na unha mesmo, não tem nada automático'', enfatiza Adriana.
Participando constantemente de encontros pelo Brasil, o casal revela que o 124 está com eles há pouco tempo, mas integra uma coleção de 23 carros iniciada há aproximadamente seis anos. Novamente, a marca Fiat tem muito a ver com a história da dupla. ''Eu sempre quis ter um Fiat 147 e nunca deu certo, até que conheci o Alceu e ele me deu um no aniversário, depois outro no dia dos namorados'', lembra Adriana. ''Hoje só no modelo 147 são oito automóveis'', acrescenta Aguiar.
Diante da impossibilidade de transportar tantos automóveis a dupla apresentou à reportagem da FOLHA, além do Fiat 124, outros dois carros. O Fiat 600, ano 1979, e um Fusca 1975. Aliás, o modelo do popular Wolksvagen é outro automóvel que não passa desapercebido por lugar nenhum: tem motor 1600, cor rosa e o nome da proprietária escrito nos vidros dianteiros em letras garrafais.
''Cada dia vou com um carro para a faculdade e tenho uma vaga que é só minha. Às vezes paro os automóveis atravessados para não pararem do lado. O objetivo com cada carro é chamar a atenção'', enfatiza Adriana.
Aguiar, por sua vez, garante curtir cada momento com seus carros e não descarta o aumento da coleção em um futuro breve.


