Imponente, luxuoso, clássico. Não são poucos os adjetivos para definir os carros originados pela linha Bel Air da Chevrolet, que embora tenha começado no final dos anos 40, ganhou espaço no mercado na década seguinte. É um desses modelos que o comerciante Sérgio Salgado tem preservado como uma herança de família.
Ano 1951 e na cor bege, mas com a capota preta, o automóvel já faz parte da vida do londrinense há cerca de quatro décadas, quando seu pai, já falecido, o comprou de uma professora na cidade de Garça (SP). ''Meu pai era aficionado por carro antigo e esse foi o primeiro automóvel que ele compou para a coleção que gostaria de ter'', conta ele.

O proprietário faz questão de enfatizar que zela pela originalidade do automóvel. O motor, um seis cilindros, e o câmbio três marchas na coluna são os mesmos que saíam de fábrica para o Bel Air. Para conseguir tal feito, Salgado explica que sempre que viaja aos Estados Unidos acaba comprando peças.

Os freios continuam sendo a tambor, porém, ele confessa que precisou fazer algumas adaptações no cilindro mestre por não ter conseguido corrigir os problemas apresentados pelo original. ''Não é original, mas está muito próximo disso'', afirma.
Munido de bancos inteiriços de couro e um espaço interno de causar inveja, o veículo não é nada compacto e reflete bem a opulência, marca registrada dos carrões dos anos dourados. Segundo Salgado, pelo menos sete passageiros podem ser transportados tranquilamente no Bel Air.

Leia a reportagem completa e veja a Galeria de Imagens em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

mockup