A Mercedes-Benz vai produzir seu segundo veículo no Brasil. O anúncio da montagem do Classe C foi feita esta semana pelo presidente da montadora no País, Ben van Schaik. Apesar da boa notícia, os novos carros não serão vendidos no mercado interno. A produção, que terá início em janeiro de 2001, será destinada inteiramente às exportações.
O carro será montado pelo sistema ‘‘draw-back’’, que permite a fábrica receber da Alemanha todos os componentes do carro sem pagar nenhum imposto (de importação, IPI e ICMS). Em compensação, a empresa não pode comercializar o automóvel no mercado brasileiro, a menos que recolhesse todos os tributos. Feitas as contas, é mais barato vender no Brasil o automóvel importado da Alemanha.
O Classe C, nas versões 240 e 320, Avantgarde e Elegance, será montado pelo sistema Completely Knocked Down (CKD), ou seja, o automóvel chega ao Brasil completamente desmontado e nenhum componente nacional é agregado na linha de montagem.
O motivo da montagem do novo Classe C em Juiz de Fora é a enorme receptividade do modelo, lançado há apenas quatro meses na Europa. As fábricas na Alemanha não estão conseguindo atender toda a demanda. A empresa decidiu então utilizar a capacidade ociosa de sua planta em Minas Gerais para suprir o mercado norte-americano e outros onde a marca já está presente.
A operação de montagem da Classe C terá início em janeiro de 2001, com previsão inicial de sete mil unidades com as motorizações C 240 e C 320, ambas com motores V-6 e nas versões de acabamento ‘‘Elegance‘‘e ‘‘Avantgarde’’. No mercado europeu, o C 240 custa cerca de 30.000 dólares, o C 320 cerca de 45.000 dólares. No Brasil os modelos, recém chegados, varia de US$ 60 mil (C180) à US$ 84 mil (C 320).

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