Civic tem novidades para 99
A Honda fez pequenas alterações no modelo Civic para a linha 99, que deverá estar disponível na rede de revendedores a partir da segunda quinzena de novembro, em cinco versões: LXB, LX MT (mecânico), LX AT (automático), EX MT e EX AT. As mudanças começam com a grade dianteira maior, um estilo harmonioso e de linhas atuais, com o novo conjunto ótico.
Os faróis incorporam as luzes de direção lateral têm desenho mais moderno, de ângulos retos e acentuados. As entradas de ar, na parte inferior dos pára-choques também foram modificadas. O capô também tem novo desenho, com vinco mais acentuado. Na traseira, as lanternas são maiores e mais arredondadas.
O inteiror agora traz ajuste e regulagem de altura do assento do motorista, assim como encosto de cabeça no banco traseiro. Os bancos também receberam nova padronagem de tecido. Os preços estão entre 3% e 4% mais caros. Começam em R$ 27.523,70 e termina em R$ 37.444,21.
A Honda Automóveis vai investir mais US$ 20 milhões no próximo ano na fábrica de carros que, no primeiro ano de operação, consumiu investimento de US$ 150 milhões. A informação foi dada quarta-feira (21) pelo presidente da montadora, Koichi Kondo, durante comemoração do primeiro ano da montadora. Os recursos serão destinados ao aumento da capacidade e nacionalização dos carros.
A Honda já está montando os motores do Civic na fábrica de IndaiatubaO perfil da Honda hoje é diferente de há um ano. A empresa passou de uma simples montadora de peças importadas a um fabricante de fato. A principal diferença entre a Honda de hoje e a de um ano atrás é o prédio de estamparia, processo industrial de fabricação de peças como portas. No início da operação, o Honda Civic fabricado no Brasil tinha todas as peças importadas dos Estados Unidos.
Hoje tetos e portas já estão sendo estampados no Brasil, Nos próximos meses a estamparia de Sumaré vai fazer as peças laterais e o capô. A estamparia já consumiu US$ 30 milhões e boa parte dos US$ 20 milhões de investimento adicional previsto para 1999 será dirigida a esta unidade, segundo o diretor-comercial Kazuo Nozawa. Também o motor, antes importado pronto, é montado no Brasil. Segundo Kondo, em breve a empresa vai começar a nacionalizar também algumas peças do motor.
O investimento na estamparia faz parte do processo de aumento de nacionalização do Honda Civic. Hoje 58% das peças do carro são feitas no Brasil. O conteúdo local passará para 70% no ano 2000. Segundo Kondo, esse aumento de nacionalização também ajuda a tranquilizar a empresa no que diz respeito à possibilidade de um aumento de Imposto de Importação estar incluído no ajuste fiscal a ser anunciado pelo governo.
Ao contrário dos fabricantes instalados no País há mais tempo, a Honda não tem estoques. A quantidade de carros nas concessionárias não é suficiente para mais do que oito dias de vendas. A diferença é que enquanto os fabricantes mais antigos superestimaram o tamanho do mercado este ano e foram pegos de surpresa pela crise, os chamados newcomers -novas montadoras - começaram a trabalhar de forma mais cautelosa. A capacidade de produção da Honda Automóveis hoje é de 80 veículos por dia.
Vai ser mantida até o primeiro trimestre de 1999. A partir de abril, passará para 100 veículos diários e até setembro, a média diária aumentará para 135 unidades. Esse ritmo dará à empresa capacidade de produção anual de 30 mil veículos. Isto é o dobro de hoje, mas representa menos de 10% de grandes montadoras como a General Motors. Nossa participação é pequena ainda, disse Nozawa.
O próximo ano promete ser de aperto na economia, afetando o setor automobilístico. Mas o mercado mínimo de 1,5 milhão por ano já é uma realidade no Brasil. Portanto, é altamente atrativo. Estamos interessados em participar do crescimento. Se isso não acontecer no curto ou médio prazo vamos avançar no mercado atual, disse o presidente da montadora.
Com a expansão programada, mais cerca de 100 ou 200 empregos podem ser abertos na fábrica, segundo diretor industrial em 1999, Horácio Natsumeda. Hoje há 650 empregados. A fábrica de Sumaré tem sido modelada para receber ampliações. Isto porque os planos da montadora incluem a fabricação de um carro pequeno, popular. Kondo afirmou que o projeto ainda passa por estudos. Segundo Natsumeda, o projeto de um carro pequeno só será viável com uma produção mínima anual de 50 mil unidades.
A partir deste mês, a Honda enviará o seu primeiro lote de carros feitos no Brasil para a Argentina. A exportação total absorverá 8% da produção da empresa a partir de 1999. A montadora tem prazo até o final do ano 2000 para compensar, por meio das vendas ao exterior, o que importou com benefícios fiscais garantidos no regime automotivo.





