DivulgaçãoO Honda Civic hatchback será produzido no Brasil a partir do segundo semestre deste ano A versão sedã do Civic foi o modelo escolhido para estrear a fábrica que a Honda está construindo no país. No ano passado, o Civic importado foi o veículo mais vendido da marca no mercado interno, com 2.722 unidades comercializadas. Isto representa nada menos que 58,7% do total de carros negociados pela Honda no Brasil durante 96.
É claro que o fato de ser o modelo mais barato da marca no Brasil pesa bastante no acelerador que regula o desempenho das vendas. Mas o fato de custar a partir de US$ 34.800, a versão hatch, contra os US$ 47 mil do sedã de luxo Accord mais simples, não tira o mérito do Civic.
O modelo médio da Honda exibe o requinte de carros maiores e não pode ser classificado como apenas mais um asiático. O Civic esbanja personalidade e se diferencia da quase clonagem que toma conta dos desenhos dos modelos orientais. Seja no design, fruto da remodelação que mexeu com toda a linha Honda, ano passado, seja na motorização moderna importada das pistas.
Logo no primeiro contato, é fácil perceber que o modelo tem identidade própria. Sobretudo, graças ao grande conjunto ótico dianteiro. O conjunto de farol e lanterna, protegidos por uma única pálpebra, se esparrama sobre o capô e torna o Civic inconfundível em qualquer espelho retrovisor.
Enquanto o conjunto ótico se exibe na dianteira, é sob o capô que repousa talvez o maior símbolo de personalidade do carro nipônico: motores de pequena cilindrada. Enquanto a maioria dos modelos da categoria do Civic apostam em propulsores com até 2.0 litros, o top da versão sedã do carro da Honda, o modelo EX, se limita ao motor de 1.6 litro. À primeira vista, poderia até ser chamado de motorzinho, se não fossem os 127 cv de potência - um Corsa sedã 1.6 16V tem 102 cv. O torque não chega a ser espantoso, mas também é generoso: 14,8 kgfm.
DivulgaçãoA versão sedã (ao fundo) continuará sendo importada pela Honda
O propulsor de 1.590 cm3 traz recursos tecnológicos comumente usados hoje em dia para extrair melhores resultados sem alterar a capacidade volumétrica, como 16 válvulas e injeção eletrônica multiponto. Todavia, o verdadeiro responsável pela façanha da multiplicação da potência no Civic é o sistema VTEC. Uma inovação desenvolvida pela Honda para seus motores de F1, que acabou chegando também às ruas.
O segredo do motor VTEC é o comando de válvulas variável, que no caso do sedã EX é do tipo simples e fica no cabeçote. Esse sistema eletrônico permite a variação do momento e da duração de abertura das válvulas de admissão de acordo com o regime de rotações do motor. O resultado é um melhor enchimento dos cilindros e a otimização da queima de combustível, o que provoca o aumento da potência sem mexer nos litros do motor.
O arrojo na motorização contrasta com a sobriedade do interior do sedã EX. O habitáculo confirma, que apesar do motor nascido nas pistas, o modelo é mesmo familiar. A única exceção está no painel de instrumentos. Nele, o velocímetro e o conta-giros são circundados por uma chamativa linha lilás, que à noite, com as luzes acesas, desaparece e dá lugar a uma agradável iluminação azulada.
De resto, a sobriedade reina à vontade em um interior espaçoso, ciceroneada por um bom pacote de equipamentos de série. Entre eles estão itens já comuns em carros médios de luxo: ar condicionado, o trio elétrico, o toca-fitas e direção hidráulica. Mas também o air bag duplo, piloto automático e teto solar elétrico. O carro, que só é vendido por aqui com câmbio automático de quatro marchas e não possui opcionais, custa US$ 39.854. Um preço de personalidade forte.

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