Civic mostra desempenho e economia
Fotos Josoé de Carvalho
O Civic está disponível em três versões de acabamento e custa entre R$ 28 mil e R$ 38 mil
O modelo tem linhas suaves e arredondadas, provocando um visual agradável
O porta-malas tem capacidade para levar até 337 litros de bagagem
O motor de 1.6 l e 16V pode ser SOHC de 106 cv ou VTEC de 127 cv
O acabamento interno merece elogios e a visualização do painel é facilitada
Desde o dia 6 de outubro o consumidor brasileiro conta com mais um produto nacional. Trata-se do Civic, que a Honda está montando na sua fábrica em Sumaré, próximo a Campinas, no Estado de São Paulo. A Folha Carro & Cia avaliou a versão LX. O automóvel se destaca pelo desempenho e economia de combustível.
A Honda escolheu como ponta-de-lança da marca em solo brasileiro seu campeão internacional, com mais de 12 milhões de unidades vendidas em 25 anos de existência. O modelo começa a ser produzido quase como em CKD. O índice de nacionalização é de apenas 40%, mas até o ano 2000 este número deve subir, segundo a Honda, para 70%.
O sedã nacional é igual à versão que agora deixa de ser importada - o Civic hatch continua trazido do exterior para completar a linha. Ele terá três versões - LX-B, LX e EX - diferenciadas pelos equipamentos de conforto e motorização. Na parte externa, onde se destacam os faróis grandalhões, os modelos serão rigorosamente iguais.
No interior, a diferença entre as versões vai ficar por conta dos equipamentos de conforto, todos de série. Os três modelos saem de fábrica já com direção hidráulica regulável na altura, trio elétrico, dupla bolsa de ar inflável e rádio/toca-fitas. O ar condicionado é de série para o LX e o EX, mas não existe nem como opcional para o LX-B.
A opção de câmbio automático só faz parte da lista de equipamentos do LX e do EX. O EX, a top de linha, ainda recebe piloto automático quando equipado com transmissão automática. Mas o grande diferencial entre as versões será o motor. Também conta com rodas de liga-leve e freios ABS.
O LX-B e o LX têm um propulsor de 1.6 litro e 16 válvulas que desenvolve 106 cv de potência a 6.200 rpm e torque de 14,2 kgfm a 4.600 rpm. Já o EX terá também um motor 1.6 16V, só que da família VTEC, com comando variável de abertura das válvulas de admissão. Com a ajuda deste aparato tecnológico, a potência do propulsor do EX é de 127 cv a 6.600 rpm e o torque de 14,8 kgfm a 5.500 rpm.
As diferenças entre as versões do Civic nacional se refletem nos preços, que em comparação com as antigas versões do Civic importado teve uma redução média de apenas 12%. O modelo tupiniquim varia de R$ 28 mil, o LX-B, a R$ 38 mil, o EX com câmbio automático.
O motor é o destaque nesse automóvel de origem oriental. Tanto pela performance surpreendente para um propulsor de 1.6 litro, quanto pelo reduzido consumo de combustível. O Civic salta de 0 a 100 km/h em 12 segundos. E atinge os 180 km/h de velocidade máxima.
Rodando na estrada com a velocidade constante de 100 km/h, o modelo fez uma média de 14,5 km/l. Já no trânsito urbano esse número caiu para 10,5 km/l, mas assim mesmo consegue superar vários concorrentes, como Chevrolet Vectra, Fiat Tempra e Toyota Corolla.





