Citroen quer superar marca dos 60 mil até dezembro
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domingo, 15 de novembro de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
A montadora de veículos premium Citroen anuciou o emplacamento de 7,2 mil carros durante o último mês de outubro no Brasil. Com este desempenho, a companhia atingiu a participação de 2,6% do mercado nacional de automóveis (passeio e utilitários) e pretende fechar o ano acima da marca das 60 mil unidades. Em recente visita a Londrina, executivos do grupo divulgaram as comemorações dos 90 anos da marca e também prestigiaram a mudança de nome da concessionária local.
De acordo com Mário Mizuto, diretor nacional de vendas da Citroen, o modelo que está puxando a estatística é o C3, notadamente o carro mais acessível da marca que custa a partir de R$ 38 mil. Somente no mês de outubro, foram emplacados cerca de 3.750 unidades por todo o país, conferindo 12,8% de participação no segmento de compactos (B Premium Hatch). A estatística dá o posto de segundo veículo do segmento no país, com 28,3 mil emplacamentos no ano até o final do mês passado, responsável por quase 50% das vendas totais da marca Citroen (57,8 mil).
No Norte do Estado, o grupo é representado pela Verniê Veículos (antiga Valence) que assumiu a distribuição da marca em 2001. São duas concessionárias nas principais cidades da região (Londrina e Maringá) que comercializou pelo menos 5 mil veículos no período. Outras cidades como Santo Antônio da Platina, Umuarama, Ivaiporã e Campo Mourão são cobertas por representantes comerciais do grupo.
De acordo com Carlos Picchi, diretor da Verniê, o objetivo da concessionária para os próximos anos é consolidar a mudança de nome, que é inspirado numa cidade do interior da França. Nos dois últimos meses, a renúncia fiscal do IPI ajudou a ampliar as vendas alcançando 167 unidades, em setembro, e 130 no mês passado.
Mercosul
Visto pelos altos executivos da multinacional francesa como um mercado estratégico, países do Mercosul como Brasil e Argentina concentram dois pólos de produção, nas cidades de Rio de Janeiro e Porto Real. Como o custo de importação na área de livre comércio é zero, cada unidade fabrica dois modelos e atendem o consumo regional sem recorrer às matrizes na Europa, cujos encargos de exportação atigem 35% do valor total do veículo.
No Brasil, são fabricados os modelos C3 e Xsara Picasso, ficando ao cargo dos argentinos a produção dos C4 Palace e Hatch. O restante é importado da Europa, mais precisamente de países como França e Espanha. ''O comando geral da Citroen enxerga o Brasil como estrategicamente importante para o trabalho de expansão da marca no mercado global'', declarou Mizuto. Conforme contabiliza, a empresa vendeu cerca de 820 unidades do Xsara Picasso, 1.234 unidades do C4 Hatch e 1.500 unidades do C4 Palace, em outubro.
O executivo ressalta que a América do Sul é vista pelo controle operacional da empresa como viável em termos de custos de produção, além de agregar um mercado consumidor potencial em ascensão, diferente de praças como a China, interessantes apenas no aspecto de produção.
Para o próximo ano, estão previstos dois grandes lançamentos. Os executivos confirmam a chegada do DS3 ao Brasil, em meados do segundo semestre, que foi projetado a partir de pesquisas de mercado feitas junto aos clientes. ''Hoje, na Europa a tendência no mundo dos automóveis é fazer o veículo uma extensão da personalidade do seu proprietário. Nossa intenção é entrar neste nicho já explorado por carros como o Fiat 500, o Smart e o New Betlle'', ressalta Mizuto.
Outra novidade, que não é confirmada pela diretoria da Citroen, é a chegada do C3 Picasso, que recentemente teve imagens vazadas na internet. Este pode ser o outro lançamento da Citroen, que pretende alcançar 3,5% de participação no mercado nacional em 2010.


