A Citroen do Brasil vai investir R$ 200 milhões para produzir o automóvel C3 na fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, a partir de 2003. O modelo será lançado em abril e vai custar entre R$ 30 mil e R$ 35 mil. No mercado brasileiro, o C3 terá como principais concorrentes o Astra, da General Motors, e o Golf, da Volkswagen. O investimento inclui as verbas destinadas à campanha de marketing.
‘‘Será um carro voltado para o público jovem’’, afirmou o presidente da Citroen do Brasil, Sérgio Habib. Segundo ele, o automóvel terá motor 1.6, de 16 válvulas e 110 cavalos, produzido na fábrica de motores do Grupo PSA Peugeot Citroën em Porto Real. A idéia da montadora francesa é alcançar cerca de 10% de participação nas vendas no segmento do C3, no qual a empresa ainda não atua no País. A Citroen prevê a produção de 10 mil unidades do novo modelo em 2003, volume que deverá alcançar 15 mil automóve is no ano seguinte.
Habib descartou a possibilidade de a montadora fabricar o C3 com motor 1.0 no País, pelo menos por enquanto. A estratégia faz parte dos objetivos traçados pelo Grupo PSA para o mercado brasileiro. ‘‘Decidimos que, no Brasil, a Peugeot vende os modelos mais populares e a Citroen, os carros mais equipados, o que não ocorre na Europa’’, observou o executivo.
A fábrica do Rio de Janeiro produz diariamente cerca de 200 unidades do Peugeot 206 com motor 1.0 e o aproximadamente 90 Citroen Xsara Picasso. Os volumes equivalem a 70% da capacidade instalada da fábrica. Na opinião de Habib, para produzir um modelo mais barato a Citroen teria de mudar sua estratégia de marketing no País. ‘‘A gente tem de saber o que quer ser na vida’’, afirmou. ‘‘Para entrar no segmento dos carros de 20 e poucos mil reais por mês, teríamos de reestruturar a rede de concessionárias para atender a um novo perfil de cliente.’’ Hoje, a rede da Citroen conta com 46 concessionárias em 30 cidades. Até o fim deste ano, o número de revendedoras deverá ser ampliado para 56, em 40 cidades, e em 2003, para 90 lojas em 65 cidades.
As vendas da montadora alcançaram 7.076 unidades no primeiro quadrimestre, resultado 98,6% maior que o do mesmo período de 2001. Para este ano, a previsão é de um volume de 22 mil veículos, total 44% maior que o do ano passado. A participação total da marca no mercado brasileiro é de 1,5%. Habib ressaltou, entretanto, que, levando-se em conta apenas os segmentos nos quais atua - o de veículos acima de R$ 35 mil -, a Citroen detém uma fatia de 15% das vendas.
Para 2003, a expectativa é de 30 mil unidades comercializadas, sendo 10 mil do C3 e as demais dos modelos Xsara Picasso - a maior parte - e os importados Xsara, Berlingo e C5, além do utilitário Jumper, que já está sendo fabricado na unidade da Fiat em Sete Lagoas, Minas Gerais.

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