A Citroen fechou 1998 com um dos melhores resultados anuais de sua história no mercado brasileiro com 5.541 unidades vendidas e um crescimento expressivo de 140% sobre o ano anterior. O empresário Sérgio Habib, representante exclusivo da Citroen no País, informa que as previsões iniciais da marca para o ano foram superadas diante do excelente desempenho do Xsara desde o seu lançamento em maio - média mensal superior a 500 unidades - e das ações estratégicas voltadas para o fortalecimento da imagem institucional da marca junto ao consumidor.
No ano que passou, o mercado total de veículos, no varejo, registrou queda de 27,5% em comparação a 1997, ao mesmo tempo em que os importadores independentes melhoraram seu desempenho e hoje detém 7% das vendas. ‘‘A participação das grandes montadoras nacionais - afirma Habib - decresce gradativamente diante da chegada das novas marcas com projetos de produção local’’. A Citroen anunciou em janeiro de 98 a construção de sua fábrica em Porto Realá-RJ, com início de produção previsto já para o final do próximo ano.
Sérgio Habib destaca que o ano de 1998 foi estratégico para a implantação definitiva da Citroen no País com o lançamento de produtos de ponta e ações mercadológicas importantes, principalmente em apoio ao pós-venda. Em março, os preços de peças de reposição Citroen foram reduzidos na média de 50%, chegando a até 70% para as de maior rotatividade. ‘‘Nossos preços são hoje iguais aos praticados pela indústria nacional’’, esclarece Habib. A central de peças da Citroen em Barueri-SP ganhou também maior eficiência para garantir qualidade e rapidez de atendimento ao cliente da marca em todo o País.
O Xsara, respondendo por 70% das vendas da Citroen, com 3.847 unidades em 1998, foi o carro-chefe que impulsionou as mudanças necessárias na dinâmica comercial da importadora IVXM. A rede de concessionárias cresceu de 25 para 30 pontos de vendas ao mesmo tempo em que a empresa iniciou ampla reestruturação operacional para fazer face ao enorme crescimento de demanda, com investimentos que alcançaram, em 1998, cerca de US$ 12 milhões.
Para este ano, Sérgio Habib estima que as marcas importadas contiunem em ascensão, mesmo diante de uma conjuntura econômica desfarável que deverá afetar o setor como um todo, principalmente no primeiro semestre do ano.‘‘Devemos dobrar nossos volumes para cerca de 10 mil unidades ao longo deste ano num mercado que terá enormes dificuldades para manter os mesmo níveis de vendas de 1998’’. As previsões do setor apontam para um mercado total em torno de 1,5 milhão de unidades para este ano.

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