O Citroen C3 chega ao mercado no final desse mês com o objetivo de ser a nova referência de mercado no segmento dos compactos premium. O C3 é o segundo modelo da marca, depois do Xsara Picasso, produzido no Brasil, no Centro de Produção de Porto Real, no Estado do Rio de Janeiro. Lançado em 2002 na Europa, o C3 superou em quase 20% as vendas iniciais previstas de 150 mil unidades e fechou o ano com 185 mil veículos vendidos.
O C3 será oferecido em duas versões de acabamento, GLX e Exclusive, ambas equipadas com motor 1.6i 16V de 110 cavalos e 15,6 kgfm de torque. Todas as versões virão equipadas de série com rodas de aro 15, freio a disco nas quatro rodas com ABS, EBD (distribuição eletrônica de frenagem), AFU (auxílio de frenagem de emergência), direção elétrica, quadro de instrumentos digital, ajuste elétrico de altura dos fachos de farol, entre outros itens. Para o segundo semestre, está previsto o lançamento do C3 com motor 1.4 GLX 8V.
Outra particularidade do C3 é o sistema de multiplexagem, recurso que melhora o nível de conforto e segurança. A multiplexagem implica em conectar diferentes componentes elétricos usando um número limitado de fios. No C3 são três redes independentes e separadas, que consistem de vários módulos e interface de sistemas integrados onde circulam diversas informações numéricas por um só canal de transmissão, materializados por dois fios chamados ''BUS''.
Em comparação ao C3 vendido na Europa, o nacional sofreu redução de 12,5% no diferencial para dotar o modelo de maior disposição nas arrancadas. Os bons níveis de consumo rodoviário e o conforto de rodagem foram preservados com o alongamento da 4 e 5 marchas.
A disposição do motor pode ser comprovada pelo tempo de 9,8 segundos que o carro leva para acelerar no 0 a 100 km/h e nos 196 km/h atingidos na velocidade máxima.
O conjunto de suspensão do Citroen C3, formado por molas helicoidais e amortecedores hidráulicos, foi adequado às condições de rodagem do carro na América Latina. Para maior conforto dos passageiros, as molas foram calibradas para garantir rodar suave sem prejuízo à estabilidade. Em comparação ao modelo europeu, o C3 nacional ficou 14 milímetros mais alto, sem prejuízo à estabilidade.
A direção da Citroen, no Brasil, tem uma expectativa de vender pelo menos mil unidades do C3, por mês, até o final desse ano. O modelo GLX custará em torno de R$ 32,3 mil, sem ar condicionado e vidro elétrico. Com esses opcionais, o preço sobre cerca de R$ 3 mil. Já na versão Exclusive, o veículo estará custando algo em torno de R$ 36,5 mil.
* O jornalista viajou a convite da Citroen do Brasil

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