Quem é mãe e pai sabe bem o que é dirigir com criança no carro. Quando são pequenos ou já maiorzinhos, a preocupação é sempre em como mantê-los seguros e confortáveis. Para isso, os pais não devem se esquecer nunca: mesmo diante de birras e choros para ir na na frente, lugar de criança e no banco traseiro, em cadeirinha especial ou afivelada em cinto. Mais do que evitar uma multa e sete pontos na carteira, os pais estarão dando uma proteção maior aos pimpolhos em caso de freada brusca e até de uma batida.
O artigo 168 do novo Código de Trânsito Brasileiro determina que crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros. Quem descumprir a lei está sujeito a multa de R$ 191,54 e sete pontos no prontuário do motorista.
A Resolução nº 15 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) dispõe sobre transporte de menores de dez anos e dá outras providências, como no artigo 1º que determina que para transitar em veículos automotores, os menores de dez anos além de serem transportados nos bancos traseiros, devem usar, individualmente, cinto de segurança ou sistema de retenção equivalente.
Mas a questão ultrapassa os limites da Lei, e é aí que os pais devem ficar atentos. Quando a criança atinge os dez anos, por exemplo, nem sempre ainda está apta a andar com o cinto de segurança de três pontos, disponível até mesmo em bancos traseiros de alguns modelos de carros. É que, conforme a altura dos meninos, o cinto pode passar no pescoço e causar, em caso de acidente, estrangulamento. ‘‘Por isso, o ideal é a criança usar uma cadeirinha que aumente a sua altura. O cinto tem que ficar localizado no meio do tórax e em cima da clavícula’’, conta o médico Gustavo Nicolai, perito em medicina de tráfego do Detran-PR.
Para o médico, o hábito de levar a criança no banco traseiro e em condições ideais de segurança quanto ao cinto, devem fazer parte da educação dos pequenos desde cedo. ‘‘A criança precisa aprender desde cedo que o seu lugar é no banco de trás. Com o crescimento dela, os equipamentos devem ser adaptados. Primeiro um cesto especial, depois a cadeirinha e depois um banquinho especial que eleva a criança uns 15 ou 20 centímetros’’, explica.
Dr. Nicolai disse também que o banco de trás é sempre mais seguro. ‘‘Os pais devem retardar ao máximo a vinda da criança para o banco da frente. Isso será melhor para a segurança delas.’’
Um bom exemplo a ser seguido é o da historiadora Tatiana Dantas Marchette. Ela tem um filhinho de dois anos e, desde que o garoto era bebê, o ensinou a importância da cadeirinha. ‘‘Ele está tão acostumado que, quando entra no carro, vai direto para a cadeirinha.’’

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