Cinto diminui lesões graves em acidentes
Para o médico do Siate, Edson Vale Teixeira Junior, as vantagens do cinto de segurança são, hoje, inquestionáveis. Ele alerta, entretanto, que a maior causa de mortes no trânsito continua sendo a velocidade alta. Com cinto, ninguém more numa batida de carro com velocidade até 40 km/h, mas acima desta velocidade pode haver lesões com ou sem cinto, diz.
Mas o uso do cinto de segurança trouxe números mais otimistas para os acidentes de trânsito. Embora as ocorrências tenham aumentado, as lesões graves são menos frequentes. Dados do Detran-PR mostram que em 1997 houve 25.324 acidentes sobre acidentes com vítimas em todo Estado, resultando em 1.734 mortes. Já em 2000, a quantidade deste tipo de acidente aumentou 6%, passando para 26.879, mas as vítimas fatais caíram para 1.439, ou sejam reduziram 17%.
Para a diretora de operações do Detran-PR, Elaine Kawa, há necessidade de se fazer novas campanhas educativas sobre o uso do cinto. Quem criou o hábito de usar o cinto é porque está consciente de que ele é importante para a sua segurança. Esta pessoa não usa o cinto só por medo de multa ou de perder pontos na carteira, diz.
Outro problema detectato pelas autoridades do trânsito é o não uso do cinto pela maioria dos passageiros no banco traseiro. As pessoas têm que se acostumar a colocar o cinto, independente se estão no banco da frente ou atrás, diz o médico.
Outra preocupação, segundo ele, é conscientizar os adultos sobre a necessidade de transportar as crianças corretamente. Ainda vemos absurdos em Curitiba, como crianças soltas no banco de trás sem nenhuma proteção ou no banco da frente no colo de adultos, alerta.
Assim como um adulto pode bater a cabeça no vidro do carro, em caso de colisão sem uso de cinto, uma criança, segundo ele, pode até morrer por traumatismo craniano, caso bata a cabeça. (M.G.)





