Quem tem uma Dakota fabricada pela Chrysler de Campo Largo, não precisa se preocupar com a falta de peças para seu veículo em função da desativação oficial da fábrica, anunciada essa semana. Quem garante é André Senador, diretor adjunto de Comunicação corporativa da DaimlerChrysler. ''O grande impacto aconteceu quando o consumidor recebeu a notícia do fechamento, em janeiro. Agora, isso não afeta mais. Desde o início a montadora deixou claro que não iria faltar nada, já que, como antes, a produção continua nos Estados Unidos'', explica.
A Chrysler anunciou que vai fechar definitivamente as portas da fábrica de Campo Largo, depois de anunciar, em janeiro de 2001, que não iria mais produzir a Dakota, veículo que ainda foi fabricado até abril. A empresa começou a operar em Campo Largo no dia 07 de julho de 1998. Foram 12.289 unidades produzidas da picape Dakota.
André Senador acredita que, para os clientes, a saída da fábrica de Campo Largo não altera nem mesmo as condições de mercado. Pela lei, a montadora é obrigada a manter estoque de peças para garantir ao cliente mais tranquilidade. ''O cliente terá total garantia que será atendido na concessionária. Temos estoque para suprir o mercado por um bom tempo, além de contar com a produção americana. E o preço do carro usado vai seguir as tendências do mercado. O carro é bom, as pessoas gostam, então é a lei da oferta e procura'', diz.
O diretor adjunto de Comunicação conta também que, quando foi anunciado o fechamento, em janeiro, a fábrica continuou a produção da Dakota até abril e com isso, a produção das picapes foi mantida, garantindo para quem queria comprar um veículo zero quilômetro, a certeza de encontrá-los nas concessionárias. ''Se não houvesse mercado, não teríamos vendido o que produzimos depois. Agora, só temos poucas unidades, o que significa que as pessoas continuam comprando'', explica.

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