A Chrysler apresentou esta semana um carro movido por bateria que utiliza o metanol como combustível (fuel cell) com possibilidades muito parecidas com as dos carros com motor de explosão, segundo a empresa.
Os principais construtores trabalham nesta tecnologia, apresentada como um dos meios mais eficazes para lutar contra a poluição: a bateria de combustível permite produzir eletricidade e calor ao usar diretamente a energia química do hidrogênio e do oxigênio.
A corrente contínua também é produzida através de reações eletroquímicas.
O hidrogênio pode ser usado puro ou obtido por transformação de qualquer combustível que possua átomos de hidrogênio, como o gás natural, metanol ou gasolina.
Com o uso do hidrogênio puro, a única emissão é o vapor d’água. Com metanol como combustível há emissões de gás carbônico, mas menores em relação a um motor a gasolina.
Técnicos do setor automotivo estimam que a generalização desta técnica dependerá da capacidade de pôr em marcha uma rede de distribuição eficaz.
‘‘As baterias com combustível são melhores que os carros elétricos ou o motor de explosão, mas é preciso ter uma rede de distribuição do combustível’’, afirma Jim Hall, analista da AutoPacific.
O Jeep Commander 2, um veículo 4x4 apresentado pela Chrysler, que integra o grupo germano-americano DaimlerChrysler, poderá ser visto como um protótipo dos carros que serão produzidos nos próximos anos. O Necar 4, outro carro com bateria apresentado há dois anos pela Daimler, utiliza o hidrogênio como combustível.
A maioria de engenheiros estima que o metanol é a melhor solução a médio prazo porque este combustível já está disponível e não apresenta os inconvenientes de compressão a baixa temperatura apresentada pelo hidrogênio.
A Ford, por sua vez, apresentará na próxima semana um carro com bateria que usa o hidrogênio como combustível e que poderá ser comercializado a partir de 2004.
‘‘Cremos fortemente nesta tecnologia e é nossa obrigação melhorar o perfil de nossos carros em matéria de consumo’’, disse um porta-voz da Ford.
Os custos desta tecnologia continuam sendo um obstáculo, acrescenta Hall, embora os preços devam baixar com a produção em série.
As redes de postos de gasolina poderão se adaptar ao metanol, ao etanol ou a outros combustíveis líquidos, mas não mais poderão ser usadas para distribuir gasolina tradicional.
Além disso, as companhias petroleiras e construtoras não se põem de acordo sobre um combustível e uma tecnologia únicos. Atualmente, oito construtores apóiam o carro com bateria ( General Motors, Ford, DaimlerChrysler, Toyota, Honda, Nissan, Volkswagen e Hyundai) enquanto que as petroleiras como British Petroleum, Shell, Texaco e Exxon Mobil, ainda discutem o assunto, sem chegar a um acordo.