Os caminhões chineses já estão pelas ruas do País e, segundo as expectativas das montadoras, devem aumentar a participação nos próximos anos. Marcas como Foton Aumark, Shacman, Sinotruk e Jac Motors apostam em um mercado promissor. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a idade média dos caminhões que pertencem aos caminhoneiros autônomos é de 19,3 anos e, entre as empresas, é de 8,4. O percentual de caminhões que ainda circulam pelo País com mais de 20 anos de uso chega a 32% da frota total. Além disso, 17% têm mais de 30 anos de uso.
A construção de fábricas em solo brasileiro deve impulsionar ainda mais o setor. Lages, em Santa Catarina, foi a cidade escolhida pela Sinotruk Brasil, futura subsidiaria nacional da CNHTC (China National Heavy Duty Truck Group Corporation). A estimativa é que a fábrica entre em funcionamento até setembro de 2015, com o objetivo de nacionalizar em até 65% a produção de peças e componentes até o final de 2017. Já a Foton iniciou a implantação da unidade em Guaíba (RS). Deve entrar em operação em 2016, com meta de fabricação de 4 mil unidades por ano. E elas estão de olho no mercado paranaense.
"É um estado bastante importante dentro do nosso planejamento, por isso temos um plano prioritário de abertura de concessionárias. A de Londrina está para entrar em operação e estamos negociando com parceiros em Curitiba, Cascavel e Ponta Grossa", revela Luiz Carlos Paraguassu, diretor regional e relações institucionais da Foton. A Shacman também prepara a inauguração da nova fábrica, em Tatuí (SP), prevista para o segundo semestre desse ano.
Os modelos alcançam diversos perfis de clientes. Disponível em três opções de potência – 380, 420 e 460 cavalos (cv), a Sinotruk tem como destaque a família A7, a mais moderna da marca no segmento de extrapesados. Aposta na segurança com maior conforto, desempenho e rentabilidade, com preços a partir de R$ 270 mil. A Foton tem modelos de 3,5 toneladas (t), 5 t, 10 t, 13 t, 17 t e 24 t. O primeiro é um dos mais procurados devido ao tamanho. Com dimensões de 4,8 metros de comprimento por 1,82 de largura, atende às configurações de um veículo urbano de carga (VUC), e por isso tem livre acesso nas zonas de restrições existentes em muitas cidades do País. Possui motor Turbocharger Cummins 2.8 com Intercooler e sistema de injeção eletrônica Common Rail Bosch, que garante potência de mais de 110 cv a 3600 rpm, com torque de 280 Nm entre 1400 e 2400 rpm. Conta ainda com sistema de redução de poluentes e caixa de mudanças ZF-S-5-400, com over drive e entrada para tomada de força, fazendo com que o motor trabalhe em menor rotação, aumentando a vida útil. Os preços partem de R$ 80 mil e há concessionárias em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Pato Branco.
Um dos mais antigos no mercado é o comercial leve da Jac Motors, o T140. Com 1.570 quilos (kg) de carga útil, tem o peso bruto total de 3.490 kg que, aliado ao tamanho dentro da legislação e rodagem simples na traseira, o coloca no segmento de veículo urbano de carga. Tem motor Cummins de 140 cv a 3600 rpm e torque de 28,6 kgfm, combinados a um câmbio ZF de cinco marchas. Pode ser guiado por quem tem CNH de categoria B, pois seu peso total fica abaixo dos 3,5 t. Tem ainda direção hidráulica e volante regulável, freios ABS, CD player com MP3, travas e vidros elétricos e alarme com controle na chave. Vem com garantia de três anos ou 100 mil quilômetros e tem preços a partir de R$ 70 mil.
A Shacman oferece quatro modelos: TT 385 6x2, 6x4, 4x2 e TT 420 6x4, que custa a partir de R$ 270 mil e é o mais vendido da marca. Atende variadas tarefas de transporte, especialmente para aplicações em composições múltiplas, como bitrem ou rodotrem e em trabalhos extrapesados. "É nosso modelo com maior relação custo-benefício e principal concorrente dentro da categoria. O motor Cummins é um grande destaque, já que é bastante conhecido e aprovado pelos clientes", avalia o proprietário da concessionária Shacman de Pato Branco, Dirceu Mangoni. Segundo ele, Curitiba deve ganhar uma concessionária nos próximos meses. Há ainda negociações com Londrina, Maringá e Cascavel. "A expectativa é boa, já que está chegando também o modelo 440 cv, que vem para competir forte no setor graneleiro", revela.

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