Chega o Picasso, primeiro carro brasileiro da Citroen
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sábado, 28 de abril de 2001
Ed Carlos Rocha Do Rio de Janeiro 
A Citroen está colocando no mercado brasileiro o seu primeiro carro fabricado no Brasil. É o Xsara Picasso, um monovolume que nasce com a incumbência de melhorar a participação da marca em vendas no País. Para isso, o novo carro vai brigar de frente com o Renault Scénic, que passou por uma reestilização, e com o Chevrolet Zafira, lançado recentemente.
Para superar os seus adversários, o Xsara Picasso quer pegar o consumidor pelo bolso, conforme anuncia a própria Citroen. A versão GLX tem seu preço de lançamento fixado em R$ 37,2 mil e a Exclusive em R$ 41,3 mil. Segundo a empresa, embora o preço seja próximo dos carros concorrentes, a vantagem do Picasso seria uma extensa lista de equipamentos de série, que nos concorrentes figuram como opcionais. Entre eles destacam-se o ar-condicionado dianteiro e traseiro, quatro air-bags, computador de bordo, mostrador digital no painel de instrumentos, retrovisores com comando elétrico, vidros elétricos nas quatro portas, volante com regulagem de altura, pára-brisa atérmico e regulagem elétrica dos faróis.
A versão Exclusive tem a mais ar-condicionado eletrônico de meio em meio grau, sistema de freios ABS e o aparelho de som com CD player. O único item opcional para as duas versões é a pintura metálica, que custa R$ 550,00.
O motor para as duas versões é o 2.0 16V de 118 cv, feito na França. O torque máximo é de 19,4 kgfm a 4.100 rpm. O curioso é que, como o motor estava levando o carro a mais de 200 km/h, a empressa resolveu instalar um chip que reduziu a sua potência original, antes de 137 cv, diminuindo também a velocidade final, que agora fica na casa dos 190 km/h. O argumento é de que o carro não foi projetado para tanta velocidade.
Apesar disso, no entanto, ele se mantém forte nas marchas iniciais, o que, segundo a Citroen, faz com que o Picasso chegue a 100 km/h em 9,7 segundos. O consumo de combustível informado pela Citroen é de 9,6 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada.
No teste feito pela reportagem da Folha entre Rio de Janeiro e Petrópolis, o carro se mostrou seguro nas curvas e apresentou boa retomada de velocidade. O câmbio manual, de cinco marchas, tem engates fáceis. No começo, o motorista pode estranhar um pouco o fato da alavanca estar fincada na parte inferior do painel. Também se estranha um pouco o mostrador digital. Dependendo da incidência do Sol, fica impossível visualizar os dados disponíveis pelo reflexo que se cria no mostrador. A vantagem é a grande área envidraçada, que, além de deixar o carro mais bonito, contribui para boa dirigibilidade. Outro atrativo para o consumidor deverá ser o ar-condicionado duplo (há saídas de ar na frente e na parte traseira do carro) e um carrinho para transporte de objetos no porta-malas, que é de 550 litros. Sem os três bancos traseiros, a capacidade aumenta para 2.128 litros. O interior do veículo é amplo, o que deixa até os passageiros dos bancos traseiros em posição confortável.
Por fora, o Picasso chama a atenção pela sua forma ovalada, pela lanterna, também ovalada e pelos frisos largos nas laterais.


