Em um ano cheio de novidades, a Chevrolet acaba de lançar no Brasil um produto de peso em seu portfólio, o Sonic, importado da Coréia do Sul. Comercializado em mais de 100 países, ele chega ao mercado nacional nas versões hatch, de cinco portas, e sedã, de quatro, ambos com motor Ecotec 1.6 16V flex, combinando câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis.
Batizado na Europa de Aveo, o Sonic deve agradar principalmente os consumidores mais esportivos. Os faróis redondos de refletores aparentes e um inusitado painel - sem cúpula de instrumento, apenas com uma capela alongada no mostrador analógico - remetem às motocicletas. Também chama a atenção a proposital dualidade entre clássico e moderno adotada pela montadora, que ousou mesclar tecnologia analógica e digital. ''Trata-se de um carro pós-moderno, jovem, ao mesmo tempo sofisticado e esportivo'', definiu o diretor de design da montadora, Dagoberto Tribia, durante o lançamento do modelo, no início desta semana em Búzios, no Rio de Janeiro.
O Sonic é a estratégia da Chevrolet para encantar o público jovem, que busca, além de modelos com algum grau de sofisticação e boa performance, também a praticidade do compacto premium. Seus principais concorrentes hoje no mercado são o Ford New Fiesta e o Honda Fit/Honda City.
O foco no público moderno e conectado ficou aparente já na forma escolhida para lançar o modelo no País: a mídia digital. Pela primeira vez em sua história a marca usou as redes sociais com esta finalidade, por meio de um Alternative Reality Game (ARG), um tipo de jogo eletrônico que combina situações virtuais com realidade, e que vinha sendo realizado desde abril. A prova final aconteceu na última terça-feira, no Rio de Janeiro, e o prêmio para o vencedor, como não poderia deixar de ser, foi um Chevrolet Sonic.
Para estes consumidores a versão hatch cai como uma luva. Testado pela reportagem da FOLHA no modelo LTZ (topo de linha) de câmbio manual, a nova aposta da marca esbanjou eficiência durante o test drive realizado no percurso entre a cidade do Rio de Janeiro e Búzios. Merecem destaque a transmissão macia e a eficiente resposta às solicitações, além da potência do motor (superior para a categoria) e o conforto interno. Como definiu a presidente da General Motors do Brasil, Grace Lieblein, ''o Sonic é acima de tudo um carro gostoso de dirigir''.
Mesma configuração
A montadora optou por utilizar a mesma configuração do design interno no hatch e no sedã. Os faróis também seguem a mesma proposta em ambas as versões. Resta saber se tanta esportividade vai agradar ao público de gosto mais clássico que consome os sedãs. Testado na versão LTZ com câmbio automático (que pode ser adaptado para uso manual), o modelo, apesar de sofisticado, apresenta certa resistência na troca de marcha.
A tecnologia embutida, porém, é respeitável: o câmbio de seis velocidades utiliza sensores de rotação, que identifica se o veículo está em uma subida e, neste caso, mantém uma marcha mais curta privilegiando o torque (mais força) e dando mais agilidade em ultrapassagens (mais segurança). Da mesma forma, a transmissão identifica uma descida, oferecendo freio motor, que reduz o consumo e reduz o desgaste dos freios.
O motor 1.6 16V Ecotec do Sonic rende 120 cavalos quando abastecido com etanol e 116 cavalos com gasolina, a 6.000 rpm. O torque máximo, com etanol, é de 16,3 kgfm e aparece já nas 4.000 rpm. Com gasolina, o torque é de 15,8 kgfm, na mesma rotação. Seja qual for o caso, 90% do torque já estão disponíveis a partir das 2.200 rotações.
Para todos os gostos
A versão LT, de entrada, oferece ar-condicionado, airbags dianteiros, direção hidráulica, computador de bordo, ABS com EBD, trio elétrico, rodas em liga leve aro 15 e desembaçador do vidro traseiro. Para levar este pacote, o consumidor vai pagar R$ 46.200 no modelo hatch e R$ 49.100 no sedã. Já a versão LTZ oferece tudo o que a LT traz, acrescida de sensor de estacionamento, faróis de neblina dianteiros, apliques cromados nas maçanetas internas, friso lateral cromado, rodas em liga leve aro 16, com pneus 205/55 R16, descansa braço central, controles para o rádio no volante e rede porta-objetos no porta-malas.
Além disso, a versão do Sonic LTZ ainda oferece a opção do câmbio automático de seis marchas, piloto automático e revestimento dos bancos em couro. No hatch, o modelo topo de linha custará R$ 48.700 quando equipado com transmissão manual e R$ 53.600 com câmbio automático. Já as versões mais sofisticadas do sedã sairão por R$ 51.500 (câmbio manual) e R$ 56.100 (câmbio automático).
Entre as cores disponíveis, destaque para o Azul Boracay (exclusiva do hatch), que remete ao lendário personagem de jogos eletrônicos que dá nome ao veículo. As outras cores disponíveis são Vermelho Flame, Cinza Urban, Prata Switchblade, Preto Carbon Flash (todas metálicas) e Branco Summit (sólida).
- A repórter viajou a convite da Chevrolet

Chega ao Brasil o Chevrolet Sonic
Chega ao Brasil o Chevrolet Sonic Chega ao Brasil o Chevrolet Sonic Chega ao Brasil o Chevrolet Sonic Chega ao Brasil o Chevrolet Sonic Chega ao Brasil o Chevrolet Sonic Chega ao Brasil o Chevrolet Sonic Chega ao Brasil o Chevrolet Sonic

mockup