O chef de cozinha Guilherme Vicentin trouxe a preferência pelas scooters na bagagem, após uma temporada vivendo na Itália. Segundo ele, dez anos atrás a moto já era vista com frequência nas ruas de Milão, utilizada, inclusive, por executivos e advogados. "Em 2001, 2002, eles já sofriam com falta de vagas para estacionar, com congestionamentos. Era muito comum ver pessoas de terno andando de scooter", relata Vincentin.
O chef diz que usa o veículo, um Dafra Citycom, por vários motivos: "Pela economia, pela mobilidade e pela questão ambiental", já que o fato de fazer 36 quilômetros por litro faz com que a scooter polua bem menos que um veículo. Ele ressalta outra vantagem, que vale ouro nos dias de hoje: "Eu estaciono sempre em frente ao lugar onde vou, sempre", reitera.
Na opinião de Vicentin, o Brasil está muito atrasado quando o assunto é logística, tanto em estradas, quanto portos, pontes, transporte público e vias urbanas. "Por exemplo, Londrina tem pouco mais de 500 mil habitantes e já sofre com engarrafamentos em horários de pico. Nossos políticos agem sob pressão e não com prevenção", defende. Para o chef, outra grande falha no município é o investimento em rotatórias, que seriam um recurso adequado apenas para cidades menores, e a falta de empenho na criação de vagas de estacionamento nas ruas. (C.F.)

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