O Detran não possui estatística que comprove se o aluno tinha ou não experiência antes do teste. Já os Centros de Formação de Condutores garantem que o número de alunos que chegam com experiência está diminuindo justamente por causa do novo Código de Trânsito Brasileiro.
Para o proprietário do Centro de Formação de Condutores Brito, Brasílio Teixeira de Brito, os índices de aprovação são ‘‘excelentes’’. ‘‘O aluno que chega sem nenhuma noção de direção aproveita muito mais as aulas do que aquele que já conhece o trânsito. Além do que, não está violando a legislação antes mesmo de tirar a primeira habilitação’’, diz.
Brito explica também que o aluno que entra em um CFC sem nenhuma noção aprende a dirigir da maneira certa, sem os vícios que fazem parte do cotidiano de muitos motoristas. ‘‘Não tem como tirar a habilitação sem passar por um CFC, então é muito melhor aprender da maneira mais correta possível’’, explica.
Élcio Augusto Lessnau Machado, examinador do Detran há três anos e meio, acredita que o aluno que chega a um CFC sem nenhuma experiência com automóveis aprende a dirigir de uma forma mais correta do que aquele que já tem uma noção. Ele também reforça o fato do motorista não possuir vícios. ‘‘Tecnicamente, a qualidade de direção de quem nunca dirigiu é muito superior daquele que aprendeu fora de um CFC’’, acredita.
Machado diz também que o fato da pessoa não saber dirigir e precisar aprender em 15 horas, por exemplo, não significa que ela vai ter mais dificuldade no teste. Ele conta que os examinadores não avaliam apenas o controle do veículo, mas sim, o conhecimento todo com a regra de circulação. ‘‘Não adianta o candidato chegar com uma intimidade com o veículo e cheio de vícios. O excesso de confiança pode fazer com que a pessoa seja imprudente. Já aquele que aprendeu em um CFC, é um pouco mais tímido, mas em compensação, é mais cauteloso’’, comenta.
O examinador concorda que os iniciantes são menos seguros que aqueles que aprenderam a dirigir com o pai ou mãe e que já dão suas voltas por aí, mas ele diz também, que esses motoristas são mais prudentes e que não colocam o carro em situações de risco como os mais experientes. ‘‘Quem já sabe dirigir, muitas vezes vê aquilo que aprende no CFC como algo desnecessário e só usa as informações para fazer o teste e depois volta a cometer os mesmos erros’’, diz, comentando que atualmente a grande maioria dos candidatos que estão fazendo o teste aprenderam a dirigir em um CFC.

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