Uma pesquisa promovida por uma companhia de seguros e elaborado por uma equipe de cientistas do laboratório inglês ‘‘Transport Research Laboratory’’ revelaram que falar ao telefone celular, enquanto se dirige, é mais perigoso do que conduzir sob os efeitos do álcool.
A pesquisa teve a duração de três meses. Contemplou a medição dos tempos de reação e a performance de condução de vários condutores, que usavam um sofisticado método de simulação de condução. Foram testadas as reações do grupo enquanto falavam ao celular ou ao telefone com sistema de ‘‘viva-voz’’ e quando tinham ingerido álcool, acima dos limites permitidos por lei. ‘‘O problema é que o motorista se concentra na conversa e pode se distrair na direção’’, diz Roger Vicent, da Sociedade Real para Prevenção de Acidentes. Ele lembra que a conversa com uma pessoa que está dentro do carro não tem o mesmo impacto.
Os resultados deram conta de que as reações eram 30% mais lentas quando as pessoas falavam ao celular do que quando tinham ingerido álcool e 50% mais lenta do que a de um motorista em condições normais. Concluiu-se que os condutores tinham mais dificuldade em manter uma velocidade constante, bem como manter uma distância de segurança do carro da frente. ‘‘A pessoa do outro lado da linha não sabe quais são as condições ao redor do motorista. Se a pessoa está dentro do carro ela pode ver uma situação perigosa e pára de falar’’, explica Vicent. ‘‘Parece que as pessoas não entendem como essas conversas podem distrair o motorista.’’
Em alguns países, como a Grã-Bretanha, o uso de celular na direção não é ilegal, mas os motoristas podem ser processados por direção perigosa ou negligência. No Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro diz que o motorista deve dirigir com as duas mãos no volante, permitindo portanto o uso de celular somente quando ligado no viva-voz. A infração é considerada média para quem fala ao celular (sem viva-voz) com ganho de quatro pontos no prontuário.

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