CEF facilita pagamento de FGTS
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sábado, 20 de julho de 2002
Agência Estado 
Brasília - Os trabalhadores que têm direito a até R$ 100 de crédito complementar por conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), devido às perdas provocadas pelos planos Verão e Collor, e que estejam enfrentando dificuldades para sacar seu dinheiro terão de esperar pelo menos até o dia 10 de agosto para fugir das filas. O prazo foi estipulado ontem pelo presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Valdery Albuquerque, para que a instituição possa se adaptar às novas regras da medida provisória que tenta desburocratizar o acesso aos créditos.
Mesmo quem ainda não preencheu o termo de adesão exigido pelo governo para o acordo de quitação da dívida não precisará mais de nenhum documento prévio, no caso dos créditos de até R$ 100. Os valores deverão ser sacados diretamente da Caixa, com a carteira de identidade e o número do PIS.
Cerca de 34 milhões de pessoas, titulares de 85 milhões de contas do FGTS com créditos de até R$ 100 (saldo de julho de 2001), foram dispensadas pela MP de comprovar à CEF que estão em condições legais de sacar imediatamente o valor de suas correções. Ao todo, esses trabalhadores terão a sua disposição cerca de R$ 2,2 bilhões.
Pela lei, só teriam direito ao saque os aposentados, trabalhadores demitidos sem justa causa do emprego que ocupavam à época dos planos ou aqueles que usaram o saldo para adquirir casa própria. Como a maioria das contas analisadas pela Caixa não possuía essa informação, os trabalhadores estavam sendo chamados a apresentar suas carteiras de trabalho ou termos de rescisão de contrato para fazer jus ao dinheiro vivo. Do contrário, o valor seria depositado na conta de FGTS e só poderia ser sacado futuramente.
''Mudamos a regra de caracterização do direito de saque para facilitar a vida das pessoas'', disse Albuquerque. Segundo ele, grande parte das filas de pessoas atrás de seu crédito do FGTS nas agências da Caixa se deve à burocracia dos documentos exigidos. No próximo dia 23, a Caixa começa a pagar os trabalhadores com créditos entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. Ao todo, eles representam 1,36 milhão de titulares com direito a receber R$ 3,9 bilhões.


