Depois de orientar os motoristas sobre os cuidados ao passar por enchentes e ruas alagadas durante o verão, a Oficina Brasil dá algumas dicas para enfrentar os buracos que aparecem depois das chuvas sem danificar o veículo. Mas mesmo sem chuvas, em muitas cidades as ruas estão esburacadas, assim como muitas rodovias.
Quando o carro passa por buracos e logo em seguida dá sinais de que algo pode ter sido danificado, como vibração no volante, barulho vindo do escapamento e suspensão, a solução é mais fácil. O problema é quando os buracos causam estragos silenciosos nos veículos, que só são identificados quando se agravam, como bolhas internas que podem se formar nos pneus, desbalanceamento de rodas e desalinhamento da suspensão, que causam instabilidade em velocidades mais altas e até a própria fundição do motor.
''O melhor é sempre tentar desviar dos buracos. Como isso nem sempre é possível, o ideal é transitar em velocidades mais baixas, amenizando o impacto e minimizando os prejuízos ao veículo. Passar, também, por lombadas e valetas com as rodas por igual, nunca na diagonal, evita a torção na carroceria'', explica Antonio Cesar Costa, consultor técnico da Oficina Brasil, uma rede de franquias de oficinas mecânicas, que já conta com 60 unidades espalhadas pelo Brasil.
Para verificar se os buracos realmente danificaram o automóvel, Costa recomenda levar o carro para uma avaliação, que, na maioria dos casos, é gratuita em algumas oficinas mecânicas e engloba a análise do alinhamento (medição da geometria do veículo e verificação da bandeja), a revisão dos pneus e a vistoria visual do motor, que pode ter sofrido danos com possíveis vazamentos de óleo causados pela ausência do protetor de Carter, levando à perda total.
Segundo Costa, dependendo do reparo a ser realizado, os buracos podem fazer os motoristas gastarem de R$ 150 a R$ 300 pela troca de um pneu, até entre R$ 1.500 a R$ 4.000 pela retífica do motor.

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