Carros populares aumentam participação
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sábado, 13 de setembro de 1997
Agência Estado 
Arquivo FolhaA boa aceitação do Ka e do Fiesta fez a Ford aumentar a produçãoOs carros populares registraram um recorde de participação no mercado brasileiro em agosto, somando 66,2% das vendas de automóveis no País. O aumento de oferta e novos modelos tem ajudado a faixa dos veículos com motor de 1.000 cilindradas a manter o fôlego.
E a Ford já começou a tirar proveito da decisão de entrar no mercado de carros pequenos. A montadora está quase encostando na General Motors no ranking de participação no segmento de carros populares. Conseguiu, com as vendas do Fiesta e do Ka, fatia de 16%. A General Motors detém 18% desse mercado com o Corsa. O segmento de populares é liderado pela Fiat, que tem 33% graças à soma de vendas de Palio e Mille. A Volkswagen tem 30% com o Gol.
A chegada de novas marcas no mercado de populares, aliás, está fazendo a Fiat perder pontos. No ano passado a montadora italiana tinha 43% desse segmento.
A boa aceitação dos seus carros pequenos fez a Ford investir US$ 10 milhões no aumento da capacidade de produção da linha que produz Fiesta e Ka. A partir deste mês, a montadora vai aumentar o volume dos dois modelos em 13%.
A venda de carros populares mantém o fôlego no mercado brasileiro. No ano, esse segmento de mercado mantém média de participação de 62,3%. No ano passado foi de 56,3%. Hoje o segmento representa 61,7% do mercado. Há três anos, data do início do programa que criou incentivos fiscais para este tipo de veículo, os carros popularesabsorviam 39% das vendas.
Já o comportamento do carro pequeno não-popular (que não conta com incentivos tributários) seguiu caminho inverso: a participação passava de 30% antes do programa do carro popular e agora tem pouco mais de 20%. São os carros da linha de pequenos (Gol, Fiesta, Ka, Corsa e Palio) com motor mais potente - 1.6 ou 1.8.
O gerente de planejamento da distribuição da Ford, John Peart, não tem dúvidas de que haverá uma migração de consumidores ainda mais intensa do segmento de pequenos não-populares para o de populares, atraídos pelo preço. Assim, ele aposta que a faixa dos populares vai parar de crescer. Mas também não deve encolher mais, já que conta com o incentivo do imposto menor (alíquota de IPI de 8% ante 25% dos demais veículos).
Já os consumidores que hoje estão no segmento dos pequenos não-populares vão migrar para os populares ou para o segmento dos médios, que vai ganhar força com novos lançamentos.
Para Peart, o segmento dos médios, que hoje detém perto de 20% do mercado, tende a chegar a 25%. Poderia subir até 30% em outra situação econômica. Se houvesse uma evolução da redistribuição de renda, afirma Peart.


