Todos os carros da Vokswagen e oito versões da Fiat estão mais caros desde a última segunda-feira. Os modelos da Volks sobem 1,5% e os reajustes na Fiat variam de 0,7% a 1,7%, resultando numa média de 1,19%. As versões da Fiat mais caras são Uno Mille, as três do Marea, as três do Marea Weekend e o Pálio EX. A Fiat anunciou que trata-se de um realinhamento de preços e não diz respeito à elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que ainda vai ser repassado.
Além destes aumentos e mais os reajustes entre 2,3% e 4% da General Motors na véspera do Natal, as montadoras devem repassar integralmente o aumento da alíquota do IPI em 5 pontos percentuais, válida desde o último dia 4. Mas, por enquanto, o aumento é do fabricante para os concessionários. Com o mercado desaquecido, os revendedores autorizados ainda não conseguem repassar os reajustes aos preços finais. Os novos preços não incluem o repasse do IPI.
As montadoras não conseguiram convencer o governo a suspender a elevação do IPI. Mas o setor ainda se movimenta, nos bastidores, para fazer o governo voltar atrás.
Em agosto passado o governo publicou decreto reduzindo a alíquota do IPI dos carros em 5 pontos percentuais, resultado de negociação com a indústria. O mesmo decreto estabelecia que o imposto voltaria a subir a partir de janeiro. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) passou o mês de dezembro tentando convencer os ministérios da área econômica de que a elevação tributária causaria mais retração nas vendas.
Em vista do fracasso desta mobilização do setor, vale o que está no decreto. Assim, o IPI do carro popular subiu de 8% para 12%. A alíquota dos modelos médios subiu de 25% para 30% e a dos luxuosos de 30% para 35%. Segundo fontes, as montadoras deverão manter contatos com o governo para reverter o aumento.

mockup