Carros flex devem representar 50% da frota nacional em 2012
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sábado, 18 de abril de 2009
Beth Moreira<br>Agência Estado 
São Paulo - O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, estima que a frota de carros modelo bicombustível (flex) no Brasil deverá representar 50% da frota nacional em 2012. E essa fatia deve subir para 65% em 2015, acrescenta. A participação atual gira em torno de 28%, com cerca de 7 milhões de unidades flex.
O executivo ressalta que o desenvolvimento do carro bicombustível foi fundamental para o renascimento do setor desde 2003, quando o primeiro modelo flex foi disponibilizado no mercado. Segundo Jank, o álcool já supera 50% do consumo de combustíveis leves no Brasil. Segundo dados da Unica, no ano passado o setor de cana-de-açúcar registrou faturamento de R$ 45 bilhões com a produção de 560 milhões de toneladas de cana em 450 usinas em todo o País.
O executivo negou que a entidade tenha feito um pedido formal ao governo para que a mistura de anidro na gasolina, que hoje é de 25%, seja elevada. Em relação ao tema, o presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea, Henry Joseph Junior, a entidade é contra o aumento de anidro na mistura com a gasolina. O executivo justifica que a mudança na mistura traria prejuízos para os veículos que não têm motor flex - e que seria impossível fazer uma adaptação desses motores.
A Anfavea foi consultada informalmente pelo Ministério de Minas e Energia sobre o tema, mas segundo Joseph Junior, as conversações não evoluíram para um pedido formal. Atualmente, os veículos flex responderam por 88% das vendas de automóveis comerciais leves em março, patamar que dificilmente será elevado, avalia o executivo. ''Tem margem para subir um pouco, mas não deve chegar a 100%'', pondera. Ele lembrou que ainda há muitos modelos, principalmente comerciais leves, movidos a gasolina e diesel.


