João Leal Ferreira, gerente de pós-venda da Norpave, representante da Volkswagen em Londrina, lembra que alguns carros da marca, como o Gol, o Voyage e o Fox, têm tecido ecológico feito a partir da reutilização de garrafas pet. "Pelos testes, a qualidade do banco não deixa a desejar e tem demostrado ser muito melhor do que o material que vinha sendo utilizado anteriormente", garante o gerente, citando que a higienização desses bancos também ficou mais fácil.
Na Amarok, por exemplo, há filtro de partida e outros componentes que reaproveitam os gases do escapamento para melhorar o rendimento e, consequentemente, diminuir a emissão de poluentes.
O gerente comenta que a montadora têm investido ainda no descarte ecologicamente correto de resíduos e no uso consciente da água, tendências confirmadas pelo gerente de vendas da Fiat Marajó, José Fernandes. "Hoje, a questão ecológica é levada em consideração desde a produção em fábrica até o produto que vai chegar ao consumidor", afirma.
Fernandes diz ainda que a marca italiana tem investido em tecnologias que tornam pouco a pouco toda a linha mais econômica e menos poluente, mas lança luz sobre algo revolucionário.
Segundo ele, a empresa tem trabalhado no carro conceito Uno Ecology, projetado com peças plásticas e uso de bagaço de cana-de-açúcar para reduzir o peso do veículo em 8%. Recuperação energética, bancos em fibra de coco e látex e materiais de origem renovável, reciclável e biodegradável completam a lista de melhorias propostas pela Fiat.
Na Ford Tropical, o gerente comercial Emerson Magro cita que os carros têm utilizado bancos feitos a partir da palha de coco. "É uma tendência e só deve ganhar mais força daqui para frente. O New Fiesta é exemplo disso", alega.
Ele cita ainda o Ford Fusion com motor ecoboost, que reduz a emissão de poluentes e conserva a potência de 240 cavalos. "O Fusion deve ganhar ainda uma versão com motor híbrido, o que o tornará ainda mais econômico."
Duas verdades são consenso entre os profissionais das montadoras. A primeira é que com os carros mais leves e uma quantidade menor de materiais utilizados, a tendência é que além de ecológicos os automóveis fiquem mais baratos, mas essa mudança vai demorar para refletir no consumidor. "Ainda está tudo muito no começo e o consumidor precisa mudar sua consciência", ressalta José Fernandes, da Marajó.(V.F.)

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