O aposentado Celso Gerard, 63 anos, conta que sua paixão por carros antigos despertou há 35 anos. Dentre os preferidos, os modelos produzidos nas décadas de 1950 e 1960. "São os que mais me atraem, pela riqueza de detalhes; o painel de um carro desse é praticamente artesanal", aponta ele, se referindo ao Galaxie cinza talismã que era de seu pai e que vai estar exposto no Encontro de Carros Antigos de Cambé.
Equipado com motor V8 292 de estimados 170 cv, o modelo tem o interior todo revestido em couro, inclusive no painel e nas portas. Outros detalhes chamam a atenção: a pintura cinza ainda é original e traz algumas marcas do tempo, como leves arranhões e amassados, o quebra vento abre com o girar de uma manivela e as calotas de pressão precisam ser retiradas, porque simplesmente escapam com o carro em movimento. O Landau, versão mais luxuosa da família Galaxie, veio com esse problema solucionado.
A linha Galaxie era reconhecida por ser equipada com os motores mais potentes da Ford. A família era composta pelo 500, pelo LTD e pelo Landau. No Brasil, a história do modelo começou em 1967, mais precisamente no dia 16 de fevereiro, quando o modelo saiu da linha de montagem. No ano anterior, o modelo já havia chamado a atenção do público no V Salão do Automóvel de São Paulo. O 500 deixou de ser produzido em 1979, mas a linha Galaxie permaneceu vive até 1983 com o Landau. (C.F.)

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