Céu azul, calor e nenhuma sombra por perto. Quem deixa o carro estacionado sob o sol forte por algumas horas, sente o resultado na pele, com temperaturas que podem passar dos 70 graus Celsius ao entrar no veículo. Com tanto calor assim, o carro também "sofre" e pode ter partes internas e externas danificadas, dependendo do tempo e frequência a que é submetido aos raios solares.
Apesar de ser feita para suportar as mais variadas condições, a pintura automotiva exige cuidados do proprietário quando se trata da exposição ao sol. De acordo com Ivan Luiz de Oliveira, proprietário da Safety Car, empresa de lavagem e polimento de carros de Londrina, o calor em excesso chega a queimar o verniz, dando aquele aspecto de pintura desbotada ao carro. "Com as cores sólidas isso ocorre com ainda mais facilidade, mas também pode prejudicar a pintura metálica."
Por isso, ele recomenda o uso frequente de ceras de boa qualidade para proteger a pintura. "Usando qualquer cera já é bom. Mas dependendo, se for uma cera boa mesmo, pode até deixar no sol que não prejudica a pintura."
É claro que procurar uma bela sombra – de preferência longe de pássaros para evitar que as fezes das aves caiam sobre a lataria -, é ainda melhor para preservar a pintura.
Por dentro, a quantidade de componentes que podem sofrer desgaste com o sol é ainda maior. A começar pelas partes plásticas, que podem ressecar. Além da perda estética, isso pode gerar ruídos indesejáveis quando o carro está em movimento. "Também pode prejudicar o volante, feito de poliuretano, que, em alguns casos, chega a ficar mole e esfarelar. O tampão do porta-malas e outras partes que têm carpete também são danificadas", lista o proprietário da Americar Som e Alarmes, de Londrina, Germano Teixeira Filho.
O sol também pode causar panes e defeitos em equipamentos eletrônicos, cita Teixeira. "Principalmente o GPS, que trava o sistema. As centrais multimídia também podem ter problemas. Já tive um cliente que trouxe o carro com a tela de LCD meio que vazando, quase trincada", relata.
Os assentos também podem perder a beleza estética pela exposição ao sol. Quando são de tecido ficam desbotados, mas se forem de couro, o prejuízo é ainda maior. Segundo o sócio-proprietário da Bancouros, de Londrina, Rodrigo Henrique Vicente, o revestimento de couro tende a ficar envelhecido, desbotado e pode até rachar sob muito calor. "Por isso a gente recomenda ao nosso cliente utilizar um produto hidratante de couro, que deve ser aplicado, pelo menos, de seis em seis meses", orienta.
E para reforçar a proteção de todo o ambiente interno, as películas protetoras são uma boa solução, pois bloqueiam parte dos raios solares. "Segura bastante, mais de 50% e vai queimando a própria pigmentação do insulfilm."

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