Quem nunca acordou numa manhã de muito frio, já completamente atrasado para um compromisso, e se viu aos ‘‘nervos’’ com o carro sem partida. Murros no volante aliados aos palavrões matinais e até apelos divinos jamais foram capazes de resolver o infeliz problema. O tempo passou e graças ao avanço da tecnologia essa situação parece ter sido completamente retirada do nosso dia-a-dia.
A falha na ignição acontece com os carros mais antigos, equipados com carburador. A temperatura baixa do ar fazia com que mistura de ar e combustível necessária para movimentar o veículo ficasse muito fraca, não conseguindo causar a explosão interna do motor e por conseguinte o seu funcionamento.
Para isto, existiam os afogadores, que inseriam uma quantidade maior de combustível, enriquecendo assim a mistura com o ar. Nos veículos movidos à álcool a tarefa era mais díficil, e por isso havia a necessidade de um reservatório com gasolina exclusivamente para ajudar na partida a frio.
Nos carros mais novos, equipados com ignição e injeção eletrônica, o problema passou a ser resolvido automaticamente. Os inúmeros sensores espalhados pelo automóvel informam como está a msitura ar/combustível e o que deve ser feito para melhorá-la. Se o carro estiver em perfeitas condições é pouco provável que a partida falhe.
Mesmo assim, a chegada do inverno ainda pode interferir em alguns dos sistemas mais vitais para o funcionamento do veículo e causar pequenos transtornos aos motoristas. Para isso não acontecer, alguns cuidados básicos devem ser tomados antes do termômetro cair bruscamente.
Segundo Amarildo Rodrigues da Rocha, consultor de serviços, a manutenção periódica é fundamental para evitar transtornos futuros.‘‘Basta conferir alguns pontos vitais no carro que o frio não causará maiores dores de cabeça’’, diz Rocha.
Entre os principais sistemas que devem ser checados estão as velas, filtros e o sistema elétrico do carro. ‘‘As velas não podem estar gastas, os filtros devem estar desobstruídos e a bateria tem que ter carga plena’’, avisa o consultor.
Nos automóveis movidos a álcool, que ainda contam com reservatório de gasolina, é necessário verificar a qualidade do combustível. ‘‘A gasolina que fica no reservatório por mais de sessenta dias já não se encontra em boas condições. É preciso trocá-la’’, diz Rocha.
O radiador é outro ponto a ser checado. ‘‘No frio mais intenso a água do radiador pode até congelar e comprometer o arrefecimento do motor. Por isso o aconselhável é colocar um aditivo no sistema, que é barato e pode ser encontrado em qualquer posto de combsutível’’, salienta o consultor. O aditivo para radiador mantém a temperatura estável, não deixando a água esfriar e nem esquentar demais.
Para os que deixam o carro ao relento, o inverno pode prejudicar a pintura. ‘‘O frio e a umidade podem formar uma pequena camada de gelo em cima da lataria, que pode queimar o verniz da pintura e causar manchas’’, explica Rocha.

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