O design do Bora talvez seja seu maior trunfo na conquista do consumidor brasileiro. Clássico, de linhas retas, o modelo é discreto e elegante. Sua presenca marcante no trânsito atrai os olhares do público, sem maiores ‘‘escândalos’’.
Depois de uma breve volta ao redor do Bora, o desejo de pisar fundo e sentir a força do motor é instantânea. No percurso de quase 300 quilômetros feitos entre Puebla e o porto de Vera Cruz, no México, foi possível sentir as qualidades do novo veículo da Volkswagen.
Estável e muito confortável, o Bora tem desempenho eficiente e modesto. O motor 2.0 de 116 cv não pode ser considerado o melhor para aqueles que buscam esportividade, mas é ajustado para quem quer dirigibilidade sem muita pressa.
Macio, absorve os buracos e solavancos com muita competência. As rodas grandes, de aro 15, juntamente com os pneus 195/65, também contribuem para a estabilidade e desenvoltura do veículo nas estradas.
Por dentro do Bora, o motorista pode encontrar todos os requintes básicos de conforto. Ar condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos deveriam ser itens obrigatórios no modelo. No entanto, só as travas elétricas são consideradas como itens de série.
Se o preço não espantar os consumidores, o Bora tem tudo para emplacar no mercado brasileiro. Vale lembrar que o modelo traz um ‘‘currículo’’ respeitável: em 1999 foram vendidas 370 mil unidades do Bora em todo o mundo, dos quais 130 mil nos Estados Unidos, onde é o modelo Volkswagen mais vendido atualmente. (M.D.B.)

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