Um Nissan Xterra que, além de protegido contra tiros pela blindagem, é equipado com dispositivos de segurança como lança chamas na lateral e bocais vaporizadores de gás pimenta, instalados na parte superior do veículo foi uma das sensações do Salão Automóvel de São Paulo, que termina hoje no Anhembir.
O carro, exposto no estande da norte-americana High Protection Company (HPC), especializada em blindagem para armamentos pesados, chamou a atenção dos curiosos devido a simulação realizada ao vivo do equipamento. ''Apesar destes dispositivos não serem permitidos no Brasil, trouxemos este carro para mostrar como pessoas civis que vivem em países em guerra estão se protegendo'', afirma o brasileiro Maurício Junot, CEO e fundador da HPC.
Segundo o executivo, a intenção destes dispositivos não é queimar ou matar os agressores, mas justamente impedir a abordagem corporal. Na suspeita de uma emboscada, o motorista pode acionar labaredas de fogo nas laterais do carro que impossibilitarão a aproximação de indivíduos do veículo. No caso de um ataque surpresa, o gás pimenta irá desviar a atenção dos terroristas, facilitando a fuga.
Um dos países que permitem o uso desses dispositivos é o Iraque, com o qual a HPC tem tido um importante papel, blindando veículos de passeio para as empresas que recebem fundos do departamento do governo norte-americano (PCO) que administra a verba para reconstrução daquele país.
A HPC é uma multinacional de blindagens, com sede em Atlanta, EUA. Possui quatro fábricas no mundo, sendo duas delas no Brasil. As outras estão em Atlanta nos EUA e Aqaba na Jordânia. Fundada pelo brasileiro Maurício Junot, a empresa é a única no país a fazer blindagem nível VI.

mockup