Carro elétrico é a vedete do momento
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sábado, 29 de setembro de 2007
Carlos Guimarães<br> Agência Estado 
São Paulo - A idéia inicial era apenas fabricar um protótipo que conseguisse andar com motor elétrico. Mas o que era só um experimento acabou ficando mais sofisticado e se transformou em um projeto que não tem data para terminar. Feito a partir de um Astra para exportação, com motor 2.4, o FEI X-19 já se tornou a vedete do curso de engenharia mecânica da FEI (Fundação Educacional Inaciana).
Mas como será que se comporta o protótipo? Para responder à pergunta, assumi o volante do carro em um breve test drive. Esqueça os carrinhos de golfe ou de bate-bate dos parques de diversão, que não precisam de câmbio. No FEI X-19, a caixa de cinco marchas deve ser manuseada quase como se estivesse acoplada a um motor a combustão. A diferença é que as trocas devem ser feitas com rapidez para evitar trancos.
O motor elétrico de 30 cv, mas que gera surpreendentes 33 mkgf de torque a 3.600 rpm, funciona em silêncio. Em compensação, o ácido das 24 baterias de 115 ampères/hora instaladas atrás dos bancos dianteiros chacoalha de um lado para o outro nas curvas. Outro som que acompanha os dois ocupantes o tempo todo é o do ventilador que refrigera o inversor de frequência, uma espécie de processador eletrônico fundamental alimentar o motor elétrico.
Ainda não há servofreio nem assistência elétrica da direção, o que dificultou a dirigibilidade do carro, que logo também vai ter o mostrador digital da instrumentação funcionando. Com centro de gravidade baixo e rodas de 18'' com pneus 225/40R de perfil baixo, o X-19 vai bem nas curvas. A boa rigidez torcional da estrutura do Astra ajuda, inclusive, a manter intacta a capota de vidro que entrou no lugar da original de aço. Para suportar o peso extra das baterias, além de reforços estruturais, ele recebeu molas traseiras da picape Montana.
Assim que acaba a energia das baterias (autonomia de uma hora e meia, ou 200 km), um pequeno gerador a gasolina, de 400 cm3 de cilindrada, encarrega-se de recarregá-las. Pode-se também plugar o X-19 a uma tomada de 220 volts que, em torno de 15 horas, o ''tanque'' estará cheio.
Fácil, não? Mas não pense que os carros elétricos não poluem o meio ambiente. Não há emissões de poluentes, ok. O problema aparece na hora de jogar fora as baterias, feitas com elementos químicos altamente nocivos, no final da vida útil, estimada em um pouco mais de 25 recargas.


