Os carros impulsionados por motores com cabeçote multiválvulas carregam o estigma de serem lerdos em baixas rotações. E realmente a maioria dos modelos equipados com três, quatro ou cinco válvulas por cilindro apresenta um buraco na aceleração antes das 2.500 ou 3 mil rotações do motor. No Siena, a Fiat consegue driblar meio problema, como já havia feito nas outras versões do Palio equipadas com o propulsor 16V.
Nas arrancadas, em primeira marcha e com o pé em baixo, os giros sobem rápido e o modelo se defende com boa agilidade e nem parece um 16V. Isso tudo, é claro, desde que o motorista seja daqueles que gosta de esticar as marchas e não se incomoda com o ruído que invade o habitáculo. Nas retomadas de velocidade, o Siena deixa transparecer que sob o capô se esconde realmente um motor multiválvulas. Elas não chegam a testar a paciência do motorista, mas só se mostram vigorosas mesmo após os 2.500 giros. Antes disso, para ter uma reserva de força a mais, principalmente nas ultrapassagens, só mesmo reduzindo a marcha.
De qualquer maneira, o Siena é um carro gostoso de se dirigir. A direção é bem equilibrada e o câmbio têm trocas de marchas fáceis. Os comandos estão todos à mão e a posição de dirigir é boa. O motorista dispõe do ajuste do volante, mas não conta com regulagem de altura. O que existe é uma pseudo-regulagem do assento conjugada com a de distância - ao mesmo tempo em que o banco chega para trás, o assento abaixa.
O conforto de quem dirige só não é completo por dois detalhes: o apoio de braços da porta é muito baixo e não permite que realmente se apóie o braço nele, o que tornaria ainda mais agradável a condução, e o botão do comando elétrico dos retrovisores fica escondido no console entre os bancos em local de difícil acesso.
No final das contas, o Siena se mostrou um carro ágil, espaçoso e macio. E com um consumo de combustível razoável para sua categoria. Depois de ser avaliado em mais de mil quilômetros em trechos urbanos e rodoviários, a versão sedã do Palio obteve a média de 8,7 km/l.

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