O novo Mégane deve incomodar, e bem, a concorrência. A primeira alfinetada é no bolso. Se o consumidor fizer as contas na relação custo/benefício, o novo Renault sai ganhando frente aos adversários atuais. Freios a disco nas quatro rodas, ABS, air bag duplo, direção elétrica são de série para todas as versões. Em segundo lugar, oferece um bom índice de eletrônica, que vai além do cartão que substitui a chave. Todo o sistema elétrico é 'multiplexado', ou seja, proporciona maior funcionalidade e eficiência nas operações eletrônicas, tanto durante a rodagem, quanto nas manutenções.
O terceiro ponto a favor do Mégane é o seu desenho. Atual e quase em sintonia com a Europa - por lá, o carro sofreu uma leve remodelação nos faróis e lanternas -, o design é atraente e discreto. Não ostenta tanto quanto um Vectra, mas também não passa despercebido como um Civic, por exemplo.
Em quarto, o Mégane oferece o primeiro motor 1.6 Flex da categoria, que, teoricamente, tem tudo para ser mais econômico que o 2.0 Flex do Vectra e mais potente que o 1.6 a gasolina do Corolla.
Como obstáculos de venda, observados durante o rápido test-drive no lançamento do carro, o Mégane tem dois possíveis: a carência de detalhes a mais no acabamento interno (é bonito, mas não impressiona) e a falta de emoção do motor 1.6 Flex (o carro é pesado e com o ar ligado, as retomadas e arrancadas são demoradas).
Enfim, como se pode ver, as qualidades do Mégane são maiores que as deficiências. Um cacife e tanto para incomodar a concorrência. (M.D.B.)

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