PISANDO LEVE
Carro a bateria é lançado no Paraná
Nos últimos meses, pedestres e motoristas que transitam pelo centro de Curitiba tem-se divertido ao observar a genialidade de um moderno carrinho de mão, que anda circulando pela cidade. Transportando bebidas ou correspondências, o veículo, movido a bateria, substitui os desajeitados carrinhos verticais de caixas de bebida e os carros barulhentos dos Correios.
Fruto de um projeto que teve início em janeiro de 1998, pelo engenheiro paranaense Rogério Guimarães, o Ecocargo, lançado nacionalmente no último dia 17, vem sendo testado na capital paranaense desde julho do ano passado numa parceria com a Coca-Cola e os Correios. ‘‘Agora o Ecocargo está pronto para atender as exigências do mercado’’, garante o sócio-diretor da empresa, Marco Antônio Dorigon.
Vantagens-Os testes constataram que o mecanismo permite o descarregamento e entrega de 400 caixas de bebida por dia, ao passo que um funcionário, utilizando o carrinho vertical descarrega uma média diária de 80 caixas. ‘‘Além de aumentar esta produtividade, o carro substitui os velhos mecanismos que tombavam com frequência, além de reduzir o desgaste físico do funcionário’’, frisa Dorigon.
O Ecocargo recebeu este nome por não ser poluente, uma vez que usa bateria, e por não atrapalhar o trânsito. ‘‘O carro pode percorrer tranquilamente um raio de 100 quilômetros, o que permite que o caminhão de bebidas, por exemplo, fique parado num estacionamento particular enquanto o entregador se desloca com o Ecocargo até o cliente. Isto implica numa redução de caminhões parados em filas duplas barrando o fluxo dos veículos’’, ressalta.
Além disso, como o tempo de trabalho de distribuição fica reduzido à metade, o empresário também pode reduzir à metade sua frota de caminhões na cidade. ‘‘Mais do que isso, a bateria, ao utilizar a capacidade total do carrinho básico (750 quilos, durante oito horas) tem o mesmo consumo mensal de um freezer doméstico’’, garante Dorigon. A bateria leva cerca de 7 horas para ser recarregada.
Mercado-O modelo básico do Ecocargo deve chegar ao mercado por aproximadamente R$ 8 mil. ‘‘Já dispomos também de mecanismos adaptados para o transporte de galões d’água de 20 litros, refrigerado, para transportes de congelados, e para botijões de gás. E ainda podemos desenvolver outros modelos personalizados para a necessidade do cliente’’, explica.
Dorigon calcula que, na fábrica instalada em Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), serão produzidos cerca de 88 carros ao mês, que, a princípio, deve atender o mercado nacional, com distribuidoras no Rio de Janeiro e São Paulo. ‘‘Acreditamos que a demanda deve chegar a 150 carros ao mês, principalmente com a abertura para o mercado externo no próximo ano. Mas já estamos preparados para dobrar a produção da fábrica’’, garante.

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