Cara conhecida para o novo Fox
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domingo, 26 de outubro de 2014
Cecília França<br>Reportagem Local 
O novo Fox 2015 chegou recentemente às concessionárias com cara nova, muito parecido com o Golf. De frente, está mais robusto. As semelhanças com o irmão aparecem especialmente na grade estreita, que ostenta o logo da marca no centro e tem a linha inferior invadindo os faróis, que ganharam personalidade. Na traseira, os faróis invadem o porta-malas e têm design mais arrojado.
O Fox continua oferecendo uma posição única para dirigir no segmento hatch, não só pela altura e possibilidade de ajuste milimétrico dos bancos, mas também pela visibilidade proporcionada pelo amplo para-brisas e retrovisores. A nova geração reforça a sensação de segurança com os sensores traseiro e dianteiro opcionais.
Testamos a versão Comfortline, terceira da gama, cedida pela concessionária Cipasa. Equipada com motor 1.6 de 104 cv e torque máximo de 10,6 kgfm (com etanol), a versão tem transmissão manual de cinco velocidades, já presente na geração anterior. As maiores novidades ficaram mesmo para a versão top, a Highline, que traz o novo motor de 120 cv e opção de transmissão manual de seis velocidades e automatizada de cinco.
A Comfortline conta com a nova direção com assistência elétrica (antes era hidráulica) e detalhes como o auxiliar de condução, que aponta no painel a marcha ideal para uma condução mais econômica. Basta passar dos 50 km/h para que o carro peça a quinta marcha, por isso, o giro nunca passa muito dos 2 mil. Este é o objetivo, mas fica a sensação de que não se obtém todo o potencial do motor.
Segundo a concessionária, a relação de marchas foi realmente modificada para situações em que a potência do motor não é tão exigida, como nas áreas urbanas. Já na estrada, em altas velocidades, ela se reconfigura. O câmbio de cinco velocidades é bastante macio, de ajuste fácil, e no volante há controles de volume e do computador de bordo opcional, por meio do qual podemos acompanhar o consumo e configurar outras funções, como aviso de manutenção.
O painel do novo Fox é clean, com letreiro branco e boa visibilidade; nele aparecem informações funcionais, como temperatura, marcha, relógio, distância percorrida, rádio e nome da música sintonizada. Mas há muito plástico na composição do painel, o que passa uma sensação de fragilidade talvez reforçada pela leve direção elétrica. Uma questão de costume, apenas.
O multimídia da versão testada tem entrada para CD, USB, iPod, cartão de memória, opção de emparelhamento por Bluetooth para realização de chamadas telefônicas em viva voz. Mas o GPS está disponível só na versão Higline. Na Comfortline, os retrovisores têm ajuste elétrico, os vidros dianteiros têm abertura one touch e o volante possibilidade de ajustes de altura e profundidade.
O jogo de sensores, opcional, equipou a versão de teste. Ao engatar a ré, um grafismo na tela representa os obstáculos próximos ao veículo. Para ativar o sensor dianteiro, basta pressionar o botão P no painel e ele emite avisos sonoros. Também opcional, bancos traseiros corrediços e reclináveis ampliam o porta-malas. Chamou a atenção a escassez de porta objetos. Itens como controles eletrônicos de estabilidade e de tração, controle de cruzeiro, volante multifuncional do Golf, rodas aro 16 e faróis auxiliares só estão presentes na versão top.
Preços
O lançamento tem versões a partir de R$ 35,9 mil (Trendline 1.0) e pode chegar a R$ 51.790 (Highline I-Motion), sem opcionais. A versão testada, Comfortline, começa com R$ 38.190, na motorização 1.0, e R$ 41.490 na 1.6.


