Captiva chega para brigar com Santa Fé e CR-V
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sábado, 23 de agosto de 2008
Rodrigo Lima De San Jose del Cabo (México) 
Depois dos russos, mexicanos e argentinos, chegou a vez dos brasileiros conhecerem - e testarem - de perto o utilitário esportivo de luxo da Chevrolet. O Captiva Sport, que está chegando ao mercado nacional esta semana, é um sucesso internacional. O veículo é conhecido por outros nomes na Coréia do Sul (Daewoo Windstorm), Austrália (Holden Captiva), Estados Unidos e Canadá (Saturn Vue, Vue XE, Vue XR, Saturn Vue Redline e Saturn Vue Hybrid, e em alguns países da Europa é vendido como Opel Antara, Vauxhall Antara e Chevrolet Captiva.
Importado do México - a fábrica fica em Ramos Arizpe -, o Captiva Sport chega ao Brasil para competir com Santa Fé, Honda CR-V, Tucson e Sportage. Com o potente motor 3.6 V6 Alloytec - da mesma família de motores do Omega - o utilitário está disponível com tração FWD (Front Wheel Drive) e AWD (All Wheel Drive) e equipado com transmissão automática de seis velocidades, com opção Active Select sequencial.
O Captiva foi apresentado para a imprensa especializada brasileira na última segunda-feira, em um evento especial em San Jose del Cabo, em Los Cabos, no México. Este é o 18º produto que a Chevrolet comercializa no Brasil.
Para competir no disputado mercado brasileiro de utilitários, que cresce a cada mês, a Chevrolet aposta no quarteto preço, design, desempenho e prazer de dirigir. O Captiva Sport será vendido no Brasil a R$ 92.990 (FWD) e R$ 99.990 (AWD), nas cores preta, azul, cinza chumbo e prata, com tres anos de garantia total.
Durante o test-drive pelas rodovias de Los Cabos, veio a comprovação dessa aposta da Chevrolet para abocanhar uma grande fatia do mercado nacional. O Captiva tem um desenho moderno e bonito, com destaque para a saída de ar lateral com pisca-pisca e as rodas cromadas de 17 polegadas - e um potente motor 3.6 V6 que proporciona uma excelente dirigibilidade.
E quanto ao preço, a Chevrolet sai na frente dos concorrentes - Santa Fé 2.7 V6 a R$ 129.900, Sportage 2.7 V6 a R$ 104.900, Honda CR-V 4x2 a R$ 94.500 e Tucson 2.7 V6 4x2 a R$ 93.450. ''Depois do Captiva Sport, o mercado brasileiro não será mais o mesmo. Trata-se de um dos mais sofisticados veículos do segmento a ser comercializado no Brasil, para atender aos consumidores mais exigentes'', aposta Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul.
Para Samuel Russel, diretor de Marketing da Chevrolet, o Captiva ''é uma combinação de uso familiar e esportivo''. Russel destaca, entre os vários itens de segurança que são destaques do Captiva, o monitoramento de pressão dos pneus, com aviso no painel, o sistema ESP, que equilibra a estabilidade do veículo e o acionamento do carro a distância, por controle remoto, que mantém as portas do veículo travadas, além de seis airbags - dois frontais, dois laterais e dois do tipo cortina.
Motor
Quando falam do motor que equipa a Captiva, os diretores da Chevrolet não escondem a satisfação de contar com o mais evoluído propulsor da GM no mundo. O motor 3.6 litros V6 Alloytec, de 24 válvulas, desenvolve potência de 261 cavalos a 6.500 rpm e torque de 32,95 kgfm a 2.100 rpm. O Alloytec tem cabeçote, pistões e bloco de alumínio, que proporciona melhor desempenho, elevado torque, economia de combustível, baixo nível de emissões de poluentes e baixos ruídos e vibrações. Como esse motor funciona com eficiência em rotações mais baixas - em sexta marcha, a 2.000 rpm ele já está a 120 km/h -, permite uma economia de combustível muito próxima a de um motor de quatro cilindros.
O Captiva FWD acelera de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos e faz 8 km/l na cidade e 12,8 km/l na estrada (dados fornecidos pela Chevrolet). Já o modelo equipado com a tração AWD faz de 0 a 100 km/h em 8,5 segundos e o consumo é de 7,6 km/l no trânsito urbano e 12,3 km/l na estrada.
Interior
O acabamento e os arremates do Captiva são elegantes e precisos, com revestimentos em couro ou tecido. Em todo o habitáculo, predomina as cores mais claras, o que garante maior sensação de bem-estar e espaço. E o espaço é um dos pontos fortes do Capitva. O porta-malas é amplo, com 821 litros de capacidade, podendo chegar a 1.586 litros com os bancos rebatidos.
O console central tem dois compartimentos distintos, há dois porta-copos dianteiros e dois traseiros, porta-cartões e porta-moedas, porta-luvas com iluminação e redes atrás dos bancos e do lado do console central (passageiro), além de diversos porta-objetos. Outro destaque é o volante, revestido em couro que abriga os comandos de seleção de fonte, controle giratório do volume e ainda o comando do controlador de velocidade de cruzeiro.
No painel de instrumentos, elegância e discrição. Além do velocímetro, conta-giros e marcador de combustível, o painel transmite uma série de informações ao motorista, como o monitoramento de pressão dos pneus, sensor de passageiro no banco dianteiro e ainda informa se o sistema de controle de tração (TCS) e o programa de controle de estabilidade (ESP) estão em funcionamento ou não.
Outras teconologias do Captiva Sport, que proporcionam conforto aos ocupantes do veículo, são ar-condicionado com controle eletrônico, espelhos retrovisores aquecidos, sensor de chuva, som estéreo com controle eletrônico de sintonia de rádio e CD Charger com capacidade para seis CDs e leitor de MP3, seis alto-falantes com subwoofers, relógio e calendário digital.
As versões
Veja os itens que diferenciam os modelos FWD e AWD (top de linha): o Captiva Sport FWD não tem sistema de tração integral (AWD), manopla de alavanca de câmbio revestida em couro, bancos dianteiros com aquecimento, painéis de portas e bancos com revestimento em couro e acabamento interno em couro (a versão FWD ganhou acabamento em tecido). Já o sistema de som é diferente nos dois modelos.
* O jornalista viajou a convite da Chevrolet


