Campanha incentiva manutenção preventiva em veículos
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de junho de 2008
Da Editoria 
Setenta por cento da frota de veículos no Brasil não passam por nenhum tipo de manutenção preventiva. Os problemas gerados em função disso, como acidentes e congestionamentos provocados por carros parados, geram prejuízo anual de R$ 30 bilhões. Os números fazem parte de um estudo da Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças (Andap), que lançou no Paraná a Campanha Carro 100%.
O objetivo da campanha é conscientizar os proprietários de automóveis sobre a importância de fazer as manutenções preventivas regularmente para evitar acidentes e prejuízos. O lançamento foi feito na Autopar 2008 - 4 Feira Sul Brasileira de Fornecedores da Indústria Automotiva, que terminou ontem em Pinhais.
A campanha foi criada pelo Grupo de Manutenção Automotiva, composto pela própria Andap e pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Sindicato do Comércio Varejista de Veículos e Peças e Acessórios Para Veículos do Estado de São Paulo (Sincopeças-SP), Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessóros do Estado de São Paulo (Sindirepa-SP) e suas regionais estaduais.
Segundo o presidente da Andap, Frederico dos Ramos, espera-se que, com a campanha, haja aumento de pelo menos 20% no número de veículos que passam por manutenções regulares, ou seja, de pelo menos duas vezes por ano. ''Em todo o mundo isto é lei, mas no Brasil temos que fazer isso por conscientização'', diz.
A Andap tem estudos que mostram que as revisões periódicas custam ao dono do veículo em média três vezes menos do que o conserto do carro quando já aconteceu algum problema. ''Mas pode ser até mais. Se a pessoa não troca no tempo recomendado uma correia dentada, por exemplo, que custa R$ 90, pode acabar tendo que fazer o motor todo, gastando mais de R$ 1.500'', avalia.
De acordo com o presidente do Sincopeças-PR e diretor da Andap no Estado, Wanderley Nogueira, a questão não é só o prejuízo financeiro. ''Descuido com o sistema de freios, por exemplo, pode gerar acidentes graves e até mortes. É preciso ter consciência disso'', alerta.


