Caminhões Made in Brasil
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sábado, 10 de maio de 1997
Samuka Lopes 
DivulgaçãoO modelo 15-190, de 15 toneladas brutas, foi lançado nos Estados Unidos em maio do ano passado A GMC (General Motors Corporation) inaugurou dia 6 de maio a sua nova fábrica de caminhões no Brasil. A nova unidade está instalada no mesmo terreno que a empresa tem em São José dos Campos (SP). A GMB (General Motors do Brasil) investiu US$ 70 milhões na nova planta, que tem área construída de 8.300 metros quadrados, localizada a 150 quilômetros de São Paulo.
A GMC destaca na nova unidade a alta tecnologia utilizada, que permite uma produção de até 20 mil unidades por ano. Em outras palavras, a GMC está nacionalizando os modelos 6-100 e 6-150, de seis toneladas brutas, com motores Maxion e MWM - este último turbo diesel. Também já estão sendo produzidos em São José dos Campos os modelos 12-170, 14-190 e 16-220, de 12, 14 e 16 toneladas brutas, equipados com motores Caterpillar. O caminhão 7-110 será nacionalizado até o final do ano. A empresa também aproveitou a inauguração e lançou o caminhão 15-190 (leia texto nesta página).
DivulgaçãoA fábrica em São José dos Campos tem capacidade para produzir 20 mil unidades por ano
A GMB voltou a investir no segmento desde julho de 1996, quando criou a Divisão de Caminhões e passou a importar veículos com tecnologia japonesa e norte-amerciana. De acordo com Lélio Ramos, diretor da Divisão, os caminhões estão sendo produzidos com aproximadamente 80% a 90% de itens nacionais.
Os fornecedores entregam subconjuntos já montados na fábrica, no sistema just-in-time. Como exemplo de subconjuntos podem ser citados os eixos dianteiros e traseiro, transmissão com freio de estacionamento e motor junto com a embreagem.
A expectativa da montadora é não patinar nesta volta ao mercado. Nos últimos anos, as vendas de caminhões têm caído no Brasil. Para este ano os especialistas estão prevendo um volume total de vendas na faixa de 50 mil unidades. A GMC, junto com a rede de concessionários exclusiva para caminhões, formada por 50 concessionários - até o final do ano esse número deve chegar a 60, além de outros 30 postos de serviço - tem como meta vender 5 mil unidades em 1997.
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O motor MWM de 6 cilindros tem 18 válvulas e potência de 148 cv; o motor Caterpillar 3116 possui módulo eletrônico
Isso aumentará sua participação de 5% para 10% no mercado nacional de caminhões. Se for considerado apenas os segmentos leves e médios, onde a GMC participa, a marca deve chegar a 15% de participação ainda este ano.
Só as paredes restaram da antiga fábrica. Sao novas as instalações elétricas, de ar condicionado, de água, etc. O piso é novo e pintado. Recebeu também novo sistema de ventilação forçada e iluminação especial.
A nova fábrica já está produzindo dois caminhões de seis toneladas de peso bruto total. Os modelos GMC 6-100, equipado com motor Maxion S4, aspirado, de 4 cilindros e 90 cv de potência. E o GMC 6-150, motorizado pela MWM, modelo 6.07 THD, de 6 cilindros, turbodiesel, que estréia no segmento de caminhões. O MWM, de 148 cv, é o mais potente entre os veículos de cargas na categoria de seis toneladas de peso bruto total. A empresa também destaca a cabine dos modelos, que permite maior conforto para motorista e ajudante. São destinados para o tráfego misto estrada-campo e cidade.
A GMC aposta nos seus trunfos. A fábrica nova, com grande capacidade de produção - a empresa garante que não vai faltar caminhão e o consumidor não deve pagar sobrepreço -,tecnologia de ponta própria e de parceiros, como a GM norte-americana e a japonesa Isuzu (maior fabricante de caminhões do Japão, onde a GMC detém 38% das ações), além de parcerias com fornecedores.
Também será montada a linha de caminhões GMC de 12, 14 e 16 toneladas, lançada no Brasil em julho do ano passado como produtos importados dos Estados Unidos.
Os três modelos contam com motor Caterpillar 3116, componente que recebeu investimentos visando sua produção local. Esse motor Caterpillar, diesel, tem como diferença a ausência de bomba injetora, substituída por conjuntos de injetores individuais, atendendo já os níveis de emissões do ano 2000.
Os caminhões de 12, 14 e 16 toneladas de peso bruto total podem ser fabricados com a caixa de transmissão automática Alisson, que já opera em caminhões de coleta de lixo (leia-se Vega Sopave de São Paulo).


