Caminhões em dia
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sábado, 02 de agosto de 2014
Marcos Martins<br> Especial para a FOLHA 
Fumaça diferente, perda de potência e ruído na troca de marchas são alguns indícios que o caminhão pode estar precisando de uma revisão. Assim como nos carros e motos, a manutenção periódica também ajuda na economia de combustível e evita prejuízos com danos mais sérios no motor ou na suspensão. "É sempre melhor resolver logo um problema, antes que o serviço fique ainda mais grave e caro. Sem falar que ele fora de uso, parado na oficina, traz prejuízo para o caminhoneiro", recomenda o mecânico Lúcio Tavares, da LT Mecânica.
Segundo ele, um primeiro erro comum é pensar que só há algo de errado quando a fumaça do escapamento está escura. "Um problema de temperatura do motor ou excesso de entrada de óleo pode deixar a fumaça branca ou cinza meio azulada, ou ser algum problema no catalizador", explica.
Se a troca de óleo for necessária, Tavares revela que é preciso analisar a cor e o aspecto do fluído retirado. "Diversos componentes do motor possuem ímãs, que vão capturando os resíduos que ficam suspensos no óleo lubrificante. Se os ímãs estiverem em atrito irregular, esses resíduos metálicos sobram no óleo, indicando que há um problema a ser resolvido", aconselha.
E se o caminhão perde força em algum local que antes costumava trafegar com tranquilidade, não tente pisar mais forte. "Pode ser obstrução em um filtro de ar, problemas na injeção ou na saída de ar que precisam de manutenção", opina.
Barulho estranho
Em relação ao câmbio, se as marchas não estão encaixando direito ou há um barulho estranho, preste atenção. "Sincronizador, embreagem ou trambulador são itens que costumam desgastar e exigir cuidado", sugere Tavares.
Ao passar em uma lombada, note se o caminhão não está "quicando". "O objetivo do amortecedor é segurar a suspensão quando ela é jogada para cima, trabalhando junto com o feixe de mola para reduzir o impacto de cima para baixo. Se o caminhão balançar muito, a troca é necessária, já que pode até desgastar os pneus de forma errada", afirma.
Cuidados com a lona de freio e as pastilhas gastas também são fundamentais e garantem segurança ao caminhoneiro e aos demais veículos nas estradas.
Quando não há sinais evidentes de algo errado, o intervalo de revisão varia de acordo com cada fabricante. Na Volkswagen, os veículos passam por uma revisão de assentamento aos 5 mil quilômetros, onde são verificados o óleo do diferencial e outros níveis.
Eles também são divididos em três grupos, conforme o estilo de uso: severo, rodoviário ou misto. "No rodoviário ele fica só no asfalto, então uma avaliação é feita a cada 40 mil quilômetros. Já o severo exige manutenção periódica na metade desse tempo, porque ele viaja também por estradas de pó ou terrenos mais acidentados. Caminhões que fazem os dois serviços se enquadram na categoria misto, cuja revisão é feita a cada 25 mil quilômetros", explica o monitor de pós-venda da Servopa Caminhões, Silvio Sérgio.
Nessas visitas, filtros e outras peças são avaliadas e substituídas. De acordo com ele, um veículo em dia ganha em desempenho e vida útil. "O motor roda mais livre, consome menos combustível e os componentes demoram mais a desgastar", pondera.


